Mãe e filho são velados em Suzano após mortes com menos de 24 horas de diferença
Mãe e filho velados em Suzano após mortes próximas

Mãe e filho são velados e sepultados em Suzano após mortes com intervalo curto

A cidade de Suzano, no estado de São Paulo, viveu um momento de profunda comoção familiar com o falecimento de uma mãe e seu filho em um intervalo de menos de vinte e quatro horas. Theresa Oguime Aihara, de 96 anos, e Edson Hirochi Aihara, de 64 anos, foram velados no Velório Municipal de Suzano e sepultados no Cemitério São Sebastião, onde receberam as últimas homenagens de familiares e amigos.

Detalhes das mortes e internações hospitalares

Edson Hirochi Aihara faleceu na madrugada do dia 25 de março, enquanto sua mãe, Theresa Oguime Aihara, morreu por volta das 20h30 do dia 26 de março. Segundo informações da família, Edson apresentou um quadro de cansaço intenso dias antes de seu óbito. Ele foi internado no dia 24 de março no Hospital e Maternidade de Suzano, vindo a falecer no dia seguinte. Theresa, por sua vez, estava debilitada, com um quadro de infecção urinária e se alimentava por meio de sonda. Ela faleceu no Hospital Saint Nicholas.

Os familiares tomaram a difícil decisão de não comunicar a Theresa sobre a morte de seu filho Edson, com o objetivo de evitar que ela ficasse ainda mais abalada em seu estado de saúde já frágil. Essa escolha reflete a preocupação e o cuidado extremo com o bem-estar emocional da matriarca familiar.

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Depoimentos emocionados de familiares e amigos próximos

Fábio Hajime Aihara, filho de Theresa e irmão de Edson, compartilhou sua dor e ao mesmo tempo um conforto peculiar diante da tragédia. "Os últimos dias têm sido os mais difíceis da minha vida e, ao mesmo tempo, os mais felizes. Perder meu irmão e minha mãe quase no mesmo dia é muito doloroso, mas me conforta saber que nenhum dos dois teve a oportunidade de saber da morte do outro", declarou Fábio, em um relato que mistura luto e alívio pela poupança de sofrimento adicional.

Fernando Masaeoshe Yamasaki, arquiteto considerado "filho do coração" de Theresa, encontrou nela um refúgio materno após perder sua mãe biológica aos nove anos de idade. "Como nossas famílias eram muito amigas, eu a intitulei como mãe. Ela me tratava como filho; morávamos em casas separadas, mas estávamos sempre em contato. Eu e os filhos dela fomos criados como irmãos. O nosso sentimento era algo fora do comum, a gente se amava muito", relembrou Fernando, destacando os laços afetivos profundos que construíram ao longo dos anos.

Relação especial entre mãe e filho e legado de Theresa Aihara

Segundo Fernando, Theresa e Edson eram inseparáveis, compartilhando uma conexão única. "Edinho era um menino muito talentoso para estética. Ele se realizava cuidando da mãe: pintava o cabelo dela, fazia a maquiagem e escolhia as roupas. Eles tinham uma relação muito especial", contou Fernando, ilustrando a dedicação e o carinho mútuo entre os dois.

Theresa Aihara, que se mudou para Suzano em 1938, construiu família e exerceu sua profissão por longos anos na cidade. Mãe de dois filhos e viúva há 27 anos, ela não teve netos. Conhecida por sua alegria contagiante e elegância inata, Theresa era uma pessoa festiva, que adorava organizar celebrações e possuía hábitos saudáveis, como acordar cedo e viajar com frequência.

"Sempre apaziguadora, minha mãe viveu para cuidar dos outros. Foi a primeira médica de Suzano e manteve esse legado por 60 anos. Ela é minha grande inspiração", recordou Fábio, enaltecendo o papel pioneiro e o caráter altruísta de Theresa, que deixou uma marca significativa na comunidade local através de sua dedicação profissional e familiar.

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