Turista mordida por tubarão retorna a Noronha e mergulha com animais no mesmo local
Turista mordida por tubarão volta a mergulhar em Noronha

Turista supera trauma e mergulha com tubarões no mesmo local da mordida em Noronha

A advogada Tayane Dalazen, que foi mordida por um tubarão-lixa em janeiro deste ano em Fernando de Noronha, demonstrou coragem e superação ao retornar à ilha durante o feriado da Páscoa. Neste domingo, 5 de abril, ela realizou um mergulho em apneia, sem equipamentos, no mesmo local do incidente: em frente à Associação de Pescadores, no Porto de Santo Antônio.

Mergulho tranquilo e sem medo

Tayane relatou que não sentiu medo durante a experiência, mantendo-se em uma área segura enquanto observava os animais. "Não senti medo. Fiquei em uma área segura", afirmou a turista, que estava acompanhada pelo condutor de visitantes Erivaldo Alves da Silva, conhecido como Nego Noronha.

Durante o mergulho, ela encontrou vários tubarões-lixa de grande porte, mas manteve a calma. "Meu coração não acelerou, fiquei só observando. Dessa vez, os animais estavam no fundo, e precisei mergulhar cerca de cinco metros para vê-los, sem trauma", detalhou Tayane.

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Retorno motivado pelo fascínio pela ilha

Moradora de São Paulo, a advogada explicou que o retorno a Fernando de Noronha foi motivado pelo fascínio que a ilha sempre exerceu sobre ela. "Fernando de Noronha sempre me fascinou, e o incidente não mudou isso. Tive essa certeza ao retornar. Não senti lembranças ruins nem receio. Pelo contrário, me sinto conectada com o ambiente", declarou.

A viagem também serviu como uma celebração antecipada de seu aniversário, que ocorreria na quinta-feira seguinte. "Aproveitei o feriado e antecipei a comemoração do meu aniversário, que é quinta-feira (8). Não poderia escolher lugar melhor", afirmou.

Atividades além do mergulho

Além do mergulho com tubarões, Tayane também surfou na Praia da Cacimba do Padre, próximo aos animais. Ela explicou que os surfistas locais sabem que a área exige atenção e que é necessário evitar as regiões mais rasas. "Por isso, quando a onda chegava, eu voltava para o fundo", comentou.

Recuperação rápida e cicatriz como marca pessoal

O incidente original ocorreu no dia 9 de janeiro, quando Tayane foi atendida no Hospital São Lucas da ilha e recebeu apenas dois pontos devido ao risco de contaminação. A cicatrização desse tipo de ferimento ocorre de dentro para fora, e a advogada teve uma recuperação rápida.

"Foi muito tranquila. Em 50 dias, já tinha retomado todas as atividades, inclusive o surfe, sem risco de infecção", disse ela.

Tayane afirmou que não pretende remover a cicatriz da mordida, encarando-a como parte de sua história pessoal. "Carrego a marca com naturalidade. Não quero retirar, porque faz parte da minha história", declarou a turista, demonstrando aceitação e resiliência diante da experiência.

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