Macacos mortos em Minas Gerais testam positivo para febre amarela
Dois macacos encontrados mortos entre os municípios de Buritis e Arinos, no Noroeste de Minas Gerais, testaram positivo para febre amarela. O material coletado dos animais foi encaminhado para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, e os resultados foram divulgados pelas prefeituras dos dois municípios nesta quarta-feira (1º).
Locais onde os animais foram encontrados
Um dos macacos foi localizado na região do Piratinga, próximo à Fazenda ABC, enquanto o outro foi achado na região da Rancharia, às margens do Rio Urucuia. A descoberta acendeu um alerta para as autoridades de saúde locais, que já iniciaram ações de contenção e prevenção.
Ações de vigilância e orientação à população
As equipes de Vigilância em Saúde de Arinos e Buritis estão atuando em conjunto, com medidas de monitoramento, investigação e orientação nas áreas afetadas. Agentes comunitários de saúde também vão realizar visitas domiciliares para orientar os moradores sobre a importância da vacinação contra a febre amarela.
É fundamental que a população esteja atenta aos sintomas e busque a imunização, especialmente em regiões onde casos em animais são registrados, pois isso pode indicar a circulação do vírus no ambiente.
O que é a febre amarela e como ela é transmitida
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda que pode ser fatal em sua forma mais grave. No ciclo silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os principais transmissores do vírus. Já no ciclo urbano, o vírus é transmitido ao ser humano pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, zika e chikungunya.
Os macacos, que habitam o mesmo ambiente silvestre que esses mosquitos, costumam ser as primeiras vítimas da doença, servindo como um indicador precoce da presença do vírus na região.
Sintomas e riscos da doença
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem dor de cabeça, febre baixa, fraqueza, vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, a doença pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e, em casos extremos, levar à morte.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção, e o Ministério da Saúde recomenda a imunização para todas as pessoas que residem ou viajam para áreas de risco, como a região Noroeste de Minas Gerais.
As autoridades de saúde continuam monitorando a situação e reforçam a necessidade de notificação imediata de qualquer caso suspeito em humanos ou animais, para evitar a propagação da doença.



