Estudo na Nature Genetics aponta proteína como alvo para combater câncer de fígado e intestino
Uma pesquisa publicada na renomada revista Nature Genetics trouxe uma descoberta que pode revolucionar o tratamento de alguns tipos de câncer, com foco especial nos tumores que afetam o fígado e o intestino. O estudo analisou genes presentes nesses órgãos e identificou que certas alterações genéticas favorecem o desenvolvimento do câncer em tecidos específicos, funcionando como um verdadeiro sinal de alerta para a multiplicação celular descontrolada.
Níveis elevados da proteína NPM1 em pacientes com câncer
De acordo com informações do Daily Mail, os pesquisadores observaram níveis elevados da proteína nucleofosmina, conhecida como NPM1, em pacientes diagnosticados com câncer de fígado e de intestino. Essa proteína está intimamente associada ao controle do crescimento celular, e seu bloqueio pode representar uma estratégia terapêutica inovadora e promissora.
Owen Sansom, um dos autores do estudo, explicou que, como a NPM1 não é essencial para a saúde normal dos tecidos adultos, bloqueá-la pode ser uma forma segura de tratar certos tipos de câncer. Isso é particularmente relevante para tumores do intestino e do fígado que são difíceis de tratar com as abordagens atuais, destacou o especialista.
Mecanismo de ação e supressão tumoral
A retirada ou bloqueio da proteína NPM1 dificulta a produção normal de proteínas pelas células cancerígenas. Esse processo ativa mecanismos naturais de supressão tumoral, impedindo efetivamente o crescimento e a propagação do câncer. Para os pesquisadores, essa descoberta abre portas para o desenvolvimento de novas terapias direcionadas, não apenas para esses tipos específicos, mas potencialmente para outros cânceres relacionados.
Câncer de fígado: sintomas silenciosos que exigem atenção
O câncer de fígado, muitas vezes associado a condições silenciosas como a esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, requer vigilância constante. O médico Marcos Pontes, em entrevista ao site Metrópoles, alertou que cerca de 70% das pessoas com gordura no fígado não sabem que estão doentes. A inflamação persistente pode levar a cicatrizes no órgão, evoluindo para cirrose e, em casos graves, para o câncer, podendo até necessitar de transplante.
Alguns sinais aparentemente inofensivos não devem ser ignorados, pois podem indicar problemas sérios no fígado. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Icterícia, com amarelamento da pele e da parte branca dos olhos
- Urina escura ou fezes mais claras do que o normal
- Coceira persistente na pele
- Perda de apetite ou enjoos frequentes
- Perda de peso sem causa aparente
- Cansaço extremo e fadiga constante
- Caroo ou inchaço no lado direito do abdômen
Esses achados reforçam a importância do diagnóstico precoce e de pesquisas contínuas para encontrar tratamentos mais eficazes e menos invasivos, como o proposto pelo estudo da Nature Genetics.