O ator Henri Castelli foi obrigado a abandonar a vigésima sexta edição do Big Brother Brasil após enfrentar uma grave crise de saúde dentro do programa. O participante sofreu duas crises convulsivas, o que levou a produção a retirá-lo do reality por orientação médica.
O que aconteceu com Henri Castelli no BBB?
A primeira crise convulsiva atingiu Henri Castelli enquanto ele participava da prova do líder. Imediatamente socorrido pela equipe do programa, o ator foi levado a um hospital para avaliação. Após passar por uma bateria de exames e receber liberação médica para retornar, uma nova convulsão ocorreu, resultando em uma nova hospitalização e na decisão definitiva de sua saída.
De acordo com comunicado oficial da Globo, produtora do BBB, Castelli estava em observação constante após os episódios. A prioridade, segundo a emissora, sempre foi a integridade física e a saúde do participante, seguindo rigorosamente os protocolos de segurança.
Entendendo a crise convulsiva: causas e ações
A convulsão é definida como uma contração muscular involuntária, acompanhada de movimentos desordenados e, frequentemente, perda de consciência. A neurologista Taíssa Ferrari Marinho, especialista em epilepsia, explica que se trata de uma excitação anormal na camada externa do cérebro, semelhante a uma falha elétrica temporária no sistema nervoso.
Segundo a médica, a crise tônico-clônica generalizada – a mais associada ao termo “convulsão” – provoca perda de consciência, abalos nos membros e, após o episódio, sonolência ou confusão mental. A crise costuma durar entre um e dois minutos.
Principais causas das convulsões
As razões para uma crise convulsiva são diversas e nem sempre indicam epilepsia. As causas podem incluir:
- Traumatismo craniano
- Acidente Vascular Cerebral (AVC)
- Infecções como meningite
- Tumores cerebrais
- Falta de oxigênio no cérebro
- Hipoglicemia em diabéticos
- Uso ou abstinência de certos medicamentos
- Epilepsia (doença de crises recorrentes)
A neurologista Camila Hobi, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), ressalta que crises sintomáticas agudas podem ocorrer por eventos novos no cérebro, como um trauma ou sangramento, sem caracterizar necessariamente a epilepsia.
Como agir diante de uma crise convulsiva
O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Epilepsia orientam sobre os primeiros socorros essenciais:
- Mantenha a calma e acione o SAMU (192).
- Deite a pessoa de lado para evitar sufocamento com saliva ou vômito.
- Afaste objetos que possam machucar, como móveis, óculos ou relógios.
- Não segure a pessoa à força nem tente impedir os movimentos.
- Nunca coloque a mão ou objetos dentro da boca da vítima.
- Após a crise, permita que a pessoa descanse.
Taíssa Marinho alerta que se a crise durar mais de dois minutos ou não cessar espontaneamente, é sinal de que o cérebro não conseguiu reverter o quadro sozinho, exigindo atendimento médico urgente.
Epilepsia tem cura?
Na maioria dos casos, a epilepsia não tem cura definitiva, mas possui tratamento eficaz com medicamentos anticrise. Em situações específicas, como algumas epilepsias infantis, o problema pode se resolver naturalmente. Para casos selecionados, com lesões cerebrais localizadas, cirurgias podem até curar a doença.
O caso de Henri Castelli no BBB 26 serve como um alerta importante sobre a gravidade das crises convulsivas e a necessidade de conhecimento público sobre como reagir. Como destacou a neurologista Taíssa, saber a diferença entre ajudar e atrapalhar pode salvar uma vida.