Justiça italiana decide pela extradição de ex-deputada Carla Zambelli
A Justiça da Itália determinou formalmente a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. A decisão judicial italiana representa um marco significativo no processo legal envolvendo a ex-parlamentar, que está presa no país europeu desde julho de 2025.
Condenações pelo STF motivam pedido de extradição
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos distintos, que resultaram em penas severas:
- Invasão de sistemas do CNJ: pena de 10 anos de prisão por crimes digitais contra o Conselho Nacional de Justiça.
- Porte ilegal de arma e constrangimento: pena adicional de cinco anos e três meses de reclusão.
A soma das condenações ultrapassa 15 anos de prisão, fundamentando o pedido brasileiro de extradição apresentado às autoridades italianas.
Trajetória da fuga e prisão na Itália
A ex-deputada deixou o território brasileiro em junho de 2025, inicialmente com destino aos Estados Unidos, antes de se deslocar para a Itália. Após um período considerado foragida pela Justiça brasileira, Zambelli foi presa no final de julho de 2025 em solo italiano, onde iniciou-se imediatamente o processo de extradição.
Em dezembro do mesmo ano, em movimento estratégico, a ex-parlamentar renunciou ao mandato de deputada federal para evitar a cassação que já havia sido determinada pelo STF. Essa renúncia, no entanto, não alterou o status das condenações criminais que pesam contra ela.
Implicações jurídicas e próximos passos
A decisão da Justiça italiana abre caminho para que Zambelli seja repatriada ao Brasil para cumprimento das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal. O processo de extradição, que se arrastava desde sua prisão, agora entra em fase de execução, sujeito a possíveis recursos legais.
Especialistas em direito internacional destacam que a determinação italiana reforça os mecanismos de cooperação jurídica entre os dois países e estabelece um precedente importante para casos similares envolvendo autoridades públicas condenadas que buscam refúgio no exterior.
As autoridades brasileiras aguardam agora a formalização dos trâmites burocráticos necessários para efetivar a transferência da ex-deputada, que deverá responder por seus crimes perante o sistema penal nacional.



