STJ mantém afastamento de ministro Marco Buzzi por acusações de importunação sexual
STJ afasta ministro Marco Buzzi por acusações de importunação sexual

STJ mantém afastamento de ministro Marco Buzzi por acusações de importunação sexual

Em uma decisão unânime e histórica, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou o afastamento do ministro Marco Buzzi de suas funções, enquanto uma sindicância investiga denúncias graves de importunação sexual contra ele. A medida, descrita como cautelar, temporária e excepcional, foi tomada em sessão extraordinária e reflete o compromisso do tribunal com a apuração rigorosa de condutas inadequadas, mesmo em altos escalões.

Prorrogação da sindicância e novas datas

Originalmente, uma reunião para analisar os resultados da sindicância estava agendada para a próxima terça-feira, 10 de abril. No entanto, o STJ decidiu prorrogar o prazo para conclusão das investigações até 14 de abril, às 16h30. Essa extensão visa permitir que a sindicância aprofunde as apurações, com uma análise mais detalhada dos fatos e a tomada de depoimentos necessários para esclarecer o caso.

Durante este período, o ministro Buzzi está impedido de entrar nas dependências do tribunal, utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e quaisquer outras prerrogativas inerentes ao seu cargo. A sindicância poderá recomendar a abertura de um processo administrativo disciplinar (PAD), e uma eventual punição pode resultar em aposentadoria compulsória, caso as acusações sejam comprovadas.

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Denúncias e defesa do ministro

Marco Buzzi é alvo de pelo menos duas denúncias de importunação sexual, que estão sob investigação. A primeira envolve uma jovem de 18 anos, que passou as férias de janeiro com a família na casa do ministro em Santa Catarina. A segunda denúncia partiu de uma mulher que trabalhou em seu gabinete, com o suposto incidente ocorrendo em 2023.

Ambas as acusações foram formalizadas perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e posteriormente relatadas ao STJ. O material coletado pelo CNJ durante as apurações está sendo compartilhado com o tribunal para subsidiar a sindicância. Em resposta, a defesa de Buzzi nega veementemente todas as acusações, alegando inocência e sustentando que não há provas concretas contra ele. Os advogados já apresentaram uma defesa escrita, e o próprio ministro enviou uma carta ao STJ reafirmando sua inocência e solicitando uma licença de 90 dias.

Contexto e implicações políticas

Nos bastidores do STJ, ministros avaliam que uma alternativa para Buzzi seria pedir a aposentadoria voluntária, mas isso precisaria ocorrer antes da abertura de um PAD. Há um consenso de que é crucial para o tribunal resolver essa questão de maneira transparente, sinalizando à sociedade que é capaz de "cortar na própria carne" quando necessário, reforçando a integridade e a credibilidade da instituição.

O caso destaca a importância de mecanismos de controle interno no Judiciário e a responsabilidade de altas autoridades em manter condutas éticas. A prorrogação da sindicância até 14 de abril demonstra o cuidado do STJ em conduzir uma investigação minuciosa, assegurando que todos os aspectos sejam devidamente examinados antes de qualquer decisão final.

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