Sergio Moro minimiza debandada de prefeitos do PL no Paraná e afirma: 'Eles voltam'
Moro sobre prefeitos que deixaram PL: 'A gente sabe que eles voltam'

Senador Sergio Moro reage à saída de prefeitos do PL no Paraná

O senador Sergio Moro (PL-PR) reagiu com tranquilidade à debandada de prefeitos do Partido Liberal no Paraná, movimento que se intensificou após sua filiação à legenda para disputar o governo do estado. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista VEJA, na manhã desta terça-feira (31 de março de 2026), o parlamentar classificou as movimentações como "naturais" e expressou confiança no retorno dos aliados.

Pressão da máquina governamental

"Essas movimentações partidárias são naturais, não tem nenhum problema. E aqui tem a máquina do governo fazendo pressão em cima dos prefeitos. Acho até errado agir dessa forma", afirmou Moro, referindo-se à administração do atual governador Ratinho Jr. (PSD). O senador, que lidera as últimas pesquisas de intenção de voto para o Palácio Iguaçu, minimizou a preocupação com o fenômeno.

"Não vejo uma preocupação muito grande em relação a esse movimento, até porque a gente sabe que lá adiante eles voltam", declarou o ex-ministro da Justiça, demonstrando otimismo quanto à recomposição das bases partidárias.

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Contexto político da debandada

Ao menos 48 prefeitos anunciaram sua saída do PL no Paraná, movimento liderado pelo ex-presidente estadual da legenda, deputado Fernando Giacobo. O grupo defende alinhamento com o governador Ratinho Jr. e seu partido, o PSD, configurando um significativo realinhamento das forças políticas no estado.

Moro lembrou que cenários semelhantes ocorreram em administrações anteriores, citando especificamente os governos de Roberto Requião (MDB) e Beto Richa (PSDB). "Quando o Requião governava o Paraná, a maioria dos prefeitos era do MDB. Quando era o Beto Richa, era o PSDB", observou o senador.

Contraponto: entrada de novas adesões

Paralelamente às saídas, Moro destacou que o PL tem recebido novas filiações, incluindo dois deputados estaduais que migraram do partido União Brasil. "Assim como tem gente que sai, tem gente que entra", comentou, enfatizando a dinâmica natural da política partidária.

"É um movimento que, claro, a gente lamenta esse grau de barulho. Isso, na verdade, é decorrente da pressão da máquina do governo. Mas a gente não vê isso com maiores preocupações", reiterou o pré-candidato ao governo paranaense.

Rivalidade com Ratinho Jr. e cenário eleitoral

Durante a entrevista, Moro minimizou a rivalidade direta com o atual governador e afirmou não conhecer os possíveis candidatos que poderiam representar o PSD na disputa. "Nem sei quem são os candidatos. Toda hora a gente ouve alguma coisa, vamos esperar", disse.

O senador fez críticas indiretas à possibilidade de candidatos que dependam exclusivamente da imagem de Ratinho Jr. para se projetarem. "O meu caminho é independente. O que acho errado é que alguém se coloque como candidato, mas ele só existe se tiver o apoio do fulano X", alfinetou.

Perfil necessário para governar

Moro defendeu que o próximo governador do Paraná precisa ter histórico e firmeza para enfrentar os "tempos turbulentos que virão". "Tem que ser alguém que tenha uma história, alguém que tenha uma firmeza. E não alguém que depende, pra existir, do apoio de um terceiro", afirmou, em clara referência aos possíveis candidatos do PSD.

Possíveis adversários

Na última semana, começou a circular o nome do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), como potencial adversário de Moro nas eleições. Pimentel foi testado em pesquisa do instituto Atlas/Intel que deverá ser divulgada ainda nesta terça-feira.

Além do prefeito curitibano, outros nomes do PSD são cotados para a disputa:

  • Guto Silva, secretário das Cidades
  • Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná

O cenário político paranaense segue em ebulição, com realinhamentos partidários que prometem definir os rumos da disputa pelo Palácio Iguaçu em 2026.

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