Ministro do STJ é investigado por importunação sexual e apresenta atestado médico
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, de 68 anos, está sob investigação por importunação sexual, após ser acusado por uma jovem de 18 anos. O caso, revelado inicialmente pelo site da revista Veja na quarta-feira (4) e confirmado por veículos como g1 e TV Globo, ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (5), quando Buzzi apresentou um atestado médico ao tribunal.
Atestado médico e internação do ministro
A entrega do documento foi confirmada pelo STJ, que não detalhou o conteúdo do atestado. Fontes apuradas pela TV Globo indicam que o ministro está internado e sem previsão de alta, tendo colocado recentemente um marca-passo. Buzzi nega veementemente as acusações, afirmando em nota que foi surpreendido com as insinuações e repudia qualquer ilação de ato impróprio.
STJ instaura sindicância e define comissão
Na noite de quarta-feira (4), os ministros do STJ decidiram, por unanimidade, instaurar uma sindicância para apurar a conduta de Marco Buzzi. Em sessão extraordinária, foram sorteados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira como membros da comissão responsável pela investigação interna. O caso tramita em sigilo, conforme determina a legislação para crimes sexuais, visando proteger a intimidade da vítima.
Detalhes da acusação e registro policial
Segundo apurações da TV Globo, a jovem relata ter sido assediada no mar no dia 9 de janeiro, durante uma estadia com a família na casa de praia de Buzzi em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Ela contou aos pais que, ao perceber a aproximação do ministro, foi agarrada pela lombar e puxada para perto dele, tentando escapar pelo menos duas vezes antes de conseguir se soltar e buscar ajuda. A família confrontou os Buzzi e deixou o local no mesmo dia, registrando ocorrência na Polícia Civil de São Paulo em 14 de janeiro, acompanhada de advogados.
Apurações em andamento e foro privilegiado
O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado de Buzzi. A Corregedoria do CNJ informou que já colheu depoimentos, incluindo os da jovem e de sua mãe, mantendo todo o conteúdo em sigilo para evitar exposição indevida. A defesa da vítima aguarda rigor nas apurações e um desfecho adequado perante os órgãos competentes.
Penalidades e perfil do ministro
Se condenado por importunação sexual, Marco Buzzi pode enfrentar pena de 1 a 5 anos de reclusão, conforme o Código Penal. Natural de Timbó, Santa Catarina, Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011, ocupando a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina. Ele possui mestrado em Ciência Jurídica e especializações em áreas como Gestão Pública e Direito do Consumo.
O caso continua sob investigação, com atenção voltada para os próximos passos da sindicância do STJ e das apurações do CNJ, enquanto a sociedade acompanha as implicações para a justiça brasileira.



