CPMI do INSS avalia condução coercitiva de ex-noiva de Vorcaro após não localizá-la
CPMI do INSS avalia condução coercitiva de ex-noiva de Vorcaro

Comissão do INSS avalia condução coercitiva de ex-noiva de Daniel Vorcaro após não localizá-la para depoimento

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana do Podemos de Minas Gerais, anunciou nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, que a comissão parlamentar de inquérito avalia uma "provável" condução coercitiva da ex-noiva de Daniel Vorcaro, Martha Graeff. A modelo, que tinha depoimento previsto para esta data, não foi localizada pelo colegiado, levantando questões sobre sua disponibilidade para colaborar com as investigações.

Testemunha-chave sobre relações de Vorcaro com autoridades

No pedido de oitiva apresentado à comissão, o deputado Kim Kataguiri da União de São Paulo justificou que a ex-companheira do banqueiro era testemunha de diálogos e articulações de Vorcaro com diversas autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo informações da investigação, Graeff possuía conhecimento relevante sobre as relações, agendas, viagens, encontros e negócios do empresário.

O senador Jorge Seif do PL de Santa Catarina, que também integra a CPMI, se manifestou sobre a convocação de Martha Graeff e reiterou que o requerimento apresentado por ele e por outros parlamentares — tanto na CPMI do INSS quanto na CPI do Crime Organizado — não tem como objetivo devassar a vida pessoal dos envolvidos, mas sim buscar por informações de interesse público.

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Foco no interesse público e não na exposição pessoal

"É fundamental deixar claro: a CPI não está interessada em aspectos da vida íntima, pessoal ou qualquer tipo de exposição da senhora Martha Graeff. Isso não nos diz respeito e não é objeto da investigação", afirmou Seif em nota divulgada nesta segunda-feira. "O que nos move é o interesse público. Conforme já apontado em investigações da Polícia Federal, há indícios de que ela possuía conhecimento relevante sobre as relações do senhor Vorcaro", prosseguiu o senador.

Seif enfatizou ainda que as comissões de investigação não são "palco para exposição pessoal", mas sim instrumento para apurar responsabilidades e identificar envolvidos em possíveis irregularidades. A declaração busca afastar qualquer interpretação de que as investigações teriam motivações pessoais ou sensacionalistas.

Últimas oitivas e prazo de encerramento da CPMI

Enquanto isso, o depoimento como testemunha do presidente da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), Rodrigo Assumpção, está confirmado para esta mesma segunda-feira, conforme informou Carlos Viana. As participações de Graeff e Assumpção no colegiado são as últimas previstas para a comissão, que tem prazo de funcionamento até 28 de março, caso não haja prorrogação — questão que está sendo analisada pelo STF.

Viana declarou, na última semana, que caso não ocorra o aumento do prazo de funcionamento da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar da União de Alagoas entregará o relatório final das investigações. A comissão se aproxima assim do seu encerramento, após meses de trabalho investigativo sobre possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social e suas relações com figuras como Daniel Vorcaro.

A situação de Martha Graeff permanece em aberto, com a comissão avaliando os próximos passos para garantir seu depoimento, considerado essencial para o esclarecimento completo das investigações sobre as relações do banqueiro com autoridades públicas e possíveis interferências em órgãos governamentais.

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