O Reino Unido anunciou o envio de um navio de guerra para o Oriente Médio, com o objetivo de reforçar uma coalizão internacional que busca retomar a navegação no Estreito de Ormuz. A região está bloqueada pelo Irã há dois meses, o que tem gerado tensões globais. A proposta de paz de uma página enviada pelos Estados Unidos ainda está sendo analisada pelos iranianos. O governo americano esperava uma resposta até a última sexta-feira, mas até o momento não houve retorno.
Navio de guerra britânico no Estreito de Ormuz
Neste sábado, o governo britânico informou que enviará um navio de guerra para o Estreito de Ormuz. A ação faz parte de uma coalizão liderada por Reino Unido e França, que reúne mais de 30 países com o objetivo de garantir a navegação no Golfo Pérsico. O estreito conecta o golfo ao oceano Índico, localizado entre o Irã e Omã, e é responsável pelo trânsito de cerca de um quinto do petróleo e gás negociados globalmente.
O Ministério da Defesa britânico destacou que só iniciará as operações quando houver condições adequadas, ou seja, sem novas hostilidades entre Estados Unidos e Irã. O envio do destróier Dragon é uma resposta do primeiro-ministro Keir Starmer às pressões de Donald Trump. No mês passado, o presidente americano criticou Starmer por não concordar em enviar aviões para o combate contra o Irã.
Análise de inteligência e economia iraniana
Fontes do governo americano informaram à imprensa que a Agência Central de Inteligência (CIA) considera que o Irã ainda tem capacidade de resistir ao bloqueio naval imposto por Trump por mais quatro meses. Trump avalia que os iranianos cederão devido à perda de capacidade militar durante a guerra e aos impactos econômicos do conflito sobre o próprio Irã.
Irã confirma presença na Copa do Mundo
O presidente americano expressou esperança de que a guerra não atrapalhe um evento no qual ele pretende ser protagonista: a Copa do Mundo, que começa no próximo mês. Neste sábado, o Irã, uma das primeiras seleções a se classificar, confirmou sua participação no torneio. A previsão é de que a seleção iraniana jogue todas as partidas da primeira fase na costa oeste dos Estados Unidos, exatamente nas mesmas cidades que a seleção americana: Los Angeles e Seattle.
Teerã apresentou dez exigências para participar da Copa nos EUA, incluindo respeito ao hino e à bandeira, além de segurança reforçada para a delegação. Uma exigência mais desafiadora é a concessão de visto a toda a comissão, inclusive àqueles que integraram a Guarda Revolucionária Iraniana, considerada um grupo terrorista pelos americanos.



