Trump anuncia fim próximo da Guerra do Irã e critica OTAN em pronunciamento
Trump diz que objetivos militares no Irã estão perto de serem atingidos

Trump anuncia conclusão iminente de objetivos militares no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um pronunciamento em rede nacional de televisão nesta quarta-feira (1º) sobre o conflito com o Irã, declarando que os objetivos estratégicos fundamentais das forças americanas estão próximos de serem completamente atingidos. Em pé diante de um púlpito na Casa Branca, o líder republicano afirmou com convicção: "Tenho o prazer de informar que esses objetivos estratégicos fundamentais estão quase concluídos. Nós vamos terminar o trabalho, e vamos terminar logo".

Objetivos militares e declarações contundentes

Segundo Trump, o objetivo principal dos Estados Unidos era destruir a capacidade de Teerã realizar ataques contra o país norte-americano e impedir que o regime iraniano exercesse seu poder militar fora de suas fronteiras nacionais. O presidente foi enfático ao declarar: "Nós vamos atingi-los fortemente nas próximas duas ou três semanas", mencionando especificamente a possibilidade de atingir instalações petrolíferas iranianas.

Em suas declarações mais contundentes, Trump afirmou que "a Marinha do Irã foi dizimada. Sua Força Aérea está em ruínas. Seus líderes, a maioria deles integrantes do regime terrorista que comandavam, estão agora mortos". O presidente americano alegou ter vencido militarmente o Irã, declarando ainda que "nunca na história das guerras um inimigo sofreu derrotas tão grandes em pouco tempo".

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto econômico e independência energética

Trump também abordou a questão do aumento dos preços do petróleo e da gasolina no mercado americano, reconhecendo que o incremento acontece "no curto prazo", um tema que pode influenciar significativamente sua popularidade entre os eleitores. No entanto, o presidente destacou a nova realidade energética dos Estados Unidos: "Agora somos totalmente independentes do Oriente Médio, e ainda assim, estamos lá para ajudar. Não precisamos. Não precisamos do petróleo deles, não precisamos de nada, eles têm tudo, estamos lá para ajudar nossos aliados".

Esta declaração foi feita em referência à escassez de petróleo no mercado global devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, sugerindo que Trump poderia deixar a abertura do estreito como uma questão secundária em sua estratégia.

Guerra impopular e pressão eleitoral

O presidente norte-americano enfrenta um eleitorado cauteloso com o conflito e índices de aprovação em queda constante. Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre sexta-feira (27) e domingo (29) revelou que 60% dos eleitores desaprovam a guerra, enquanto apenas 35% a aprovam. Aproximadamente 66% dos entrevistados afirmaram que os Estados Unidos deveriam trabalhar para encerrar rapidamente seu envolvimento no conflito, mesmo que isso signifique não atingir todas as metas estabelecidas pelo governo.

Trump e seus assessores têm oferecido explicações e cronogramas variáveis para o conflito, que agora está em sua quinta semana. Se conseguir convencer os eleitores de que a guerra tem prazo limitado e está próxima do fim, isso poderá ajudar a aliviar as preocupações crescentes entre os norte-americanos, muitos dos quais estão frustrados com o aumento dos preços da gasolina devido às interrupções no fornecimento global de petróleo.

Críticas à OTAN e ameaça de retirada

Em entrevista à Reuters mais cedo, Trump expressou seu descontentamento com a OTAN pelo que considera falta de apoio da aliança aos objetivos dos Estados Unidos no Irã. Um racha transatlântico durante o segundo mandato de Trump se aprofundou depois que os aliados europeus rejeitaram seu pedido para ajudar a manter a passagem segura do tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

O presidente foi além ao declarar que estava "absolutamente" considerando retirar os Estados Unidos da OTAN, uma organização cujo tratado foi ratificado pelo Senado norte-americano em 1949. Trump acrescentou que, embora os Estados Unidos saíssem do Irã "muito rapidamente", os militares poderiam retornar para "ataques pontuais", conforme necessário.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Estratégias militares em aberto e negociações

Enquanto Trump flertou com opções tanto para aumentar quanto para diminuir a escalada do conflito, seus próximos passos não estão claros, mesmo para alguns de seus assessores mais próximos. Autoridades do governo cogitaram uma operação ousada para confiscar fisicamente os estoques restantes de urânio altamente enriquecido do Irã, bem como operações terrestres para controlar pedaços estratégicos de território - incluindo partes do litoral iraniano e a Ilha de Kharg, por onde o Irã exporta a maior parte de seu petróleo.

Milhares de soldados adicionais continuam a navegar em direção à região do Golfo, indicando que o presidente quer manter suas opções militares em aberto. Ao mesmo tempo, Trump sugeriu que pode se afastar do conflito, mesmo que o Irã se recuse a reabrir o Estreito de Ormuz, com indícios de que está interessado em voltar sua atenção para outras questões.

Atividades paralelas e declarações finais

Na manhã desta quarta-feira, antes de seu pronunciamento sobre o Irã, Trump visitou a Suprema Corte dos Estados Unidos para assistir aos argumentos sobre a legalidade de uma política que considera crucial para sua abordagem linha-dura em relação à imigração: uma diretriz que assinou no ano passado limitando a cidadania por nascimento. Esta foi a primeira vez que um presidente em exercício assistiu a uma discussão oral na Suprema Corte.

De volta à Casa Branca para um almoço de Páscoa, Trump fez referência à guerra contra o Irã, afirmando que o governo estava "praticamente encerrando o assunto". "Temos que dar mais alguns golpes", completou o presidente.

Uma autoridade da Casa Branca revelou que o vice-presidente JD Vance havia se comunicado com intermediários do Paquistão sobre o conflito com o Irã ainda na terça-feira, em meio a esforços incipientes para buscar um acordo negociado. Trump afirmou que essas negociações estão indo bem, enquanto Teerã declarou que não há nenhuma discussão direta em andamento.