O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração importante sobre o futuro da indústria petrolífera na Venezuela. Em uma entrevista à rede NBC News, ele afirmou que as empresas de petróleo dos Estados Unidos poderão retomar suas operações no país sul-americano dentro de um prazo de 18 meses.
Investimento massivo necessário para reativação
Segundo Trump, para que a produção de petróleo venezuelana volte a atingir níveis significativos, será necessário um volume muito grande de investimentos. O presidente americano deixou claro que o setor privado terá um papel central nesse processo.
“Uma quantia enorme de dinheiro terá que ser gasta, e as companhias petrolíferas gastarão esse dinheiro”, declarou Trump durante a entrevista. Ele completou explicando o mecanismo de retorno: “e depois serão reembolsadas por nós ou por meio da receita”.
Reunião com o setor petrolífero americano
De acordo com informações da agência Reuters, o presidente americano já adiantou para deputados do Partido Republicano, nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, que deve se reunir com representantes das empresas americanas do setor ao longo da semana.
A data exata para esse encontro ainda não foi confirmada oficialmente, mas a expectativa é que ocorra nos próximos dias. A reunião deve tratar dos detalhes operacionais e dos investimentos necessários para a retomada das atividades na Venezuela.
Contexto e implicações internacionais
O anúncio representa uma mudança significativa na política externa dos Estados Unidos em relação à Venezuela. A possibilidade de empresas americanas voltarem a operar no setor petrolífero venezuelano indica uma potencial normalização das relações econômicas entre os dois países.
A indústria de petróleo da Venezuela, que já foi uma das mais produtivas do mundo, sofreu um colapso dramático nos últimos anos devido a uma combinação de fatores que incluem sanções internacionais, má gestão e falta de investimentos.
O prazo de 18 meses mencionado por Trump sugere um cronograma ambicioso para a reativação das operações. Esse período permitiria às empresas fazer os preparativos necessários, que vão desde avaliações técnicas até ajustes logísticos e contratuais.