Chanceler brasileiro intensifica diálogo sobre crise no Oriente Médio
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, realizou nesta terça-feira uma conversa telefônica com o chanceler da Jordânia, Ayman Safadi, para discutir a grave escalada da guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã na região do Oriente Médio. O diálogo ocorre em um momento de extrema volatilidade, marcado por recentes ataques iranianos contra países da área, o que complica ainda mais o cenário geopolítico.
Preocupação com brasileiros na zona de conflito
Segundo estimativas do Itamaraty, mais de 50.000 brasileiros encontram-se atualmente na região impactada pelos bombardeios de ambos os lados do conflito. Muitos são residentes ou turistas que enfrentam dificuldades devido ao fechamento do espaço aéreo, que impede a saída segura de civis. Na segunda-feira, Vieira já havia entrado em contato com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, para abordar a situação desses cidadãos.
Diplomacia brasileira avalia cenário complexo
Fontes da diplomacia brasileira consideram que todas as possibilidades de negociação diplomática foram encerradas após o ataque dos Estados Unidos ao Irã. A avaliação é de que um esforço prévio de mediação foi implodido pela ação militar, não restando espaço para uma solução patrocinada pelo presidente Lula ou qualquer outro líder no momento atual. "Não existe candidato à mediação e Estados Unidos e Israel não parecem interessados nisso agora", afirmou uma fonte do governo.
Além disso, informações propagadas por aliados do presidente sobre uma possível candidatura de Lula como mediador do conflito são vistas por diplomatas como uma "maluquice" dos interlocutores presidenciais, destacando a desconexão entre a retórica política e a realidade das negociações internacionais.
Contexto regional e impactos
A situação no Oriente Médio permanece tensa, com ataques recentes do Irã a bases dos EUA em países como Bahrain, conforme registrado em imagens de fevereiro de 2026. A volatilidade e o agravamento dos combates elevam os riscos para a população civil, incluindo a significativa comunidade brasileira na região. O governo brasileiro continua monitorando de perto os desenvolvimentos, priorizando a segurança de seus cidadãos e a busca por soluções diplomáticas, embora reconheça as limitações atuais.



