Lula oferece mediação entre EUA e Irã e pede fim do bloqueio a Cuba
Lula oferece mediação entre EUA e Irã e pede fim do bloqueio a Cuba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que, em sua conversa mais recente com o presidente norte-americano Donald Trump, no início de maio, ofereceu-se para mediar o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que estão em guerra desde o fim de fevereiro. Lula também entregou a Trump uma cópia do Acordo de Teerã, documento assinado em 2010 pelo Brasil, Turquia e Irã para o controle do uso de urânio enriquecido. As informações foram divulgadas em entrevista ao jornal The Washington Post neste domingo, 17.

Oferecimento de mediação e acordo nuclear

Lula afirmou que quis mostrar a Trump que o Irã não está tentando construir uma bomba atômica. "Eu queria mostrar a ele que não é verdade que o Irã está mais uma vez tentando construir uma bomba atômica", disse Lula ao jornal. O acordo de 2010 previa a troca de urânio enriquecido para fins medicinais entre Irã e Turquia, mas foi rejeitado pelos Estados Unidos e potências europeias na época.

Pedido de fim do bloqueio a Cuba

Na mesma conversa, Lula sugeriu a Trump que retire os bloqueios comerciais dos Estados Unidos contra Cuba, país que tem sofrido ameaças crescentes do presidente americano. "Cuba precisa de uma chance", declarou Lula. Segundo o presidente brasileiro, Trump garantiu que não invadirá a ilha. "O que eu sei é que, se os Estados Unidos abrirem uma mesa de negociação, e que não seja baseada em ameaças, Cuba vai participar", afirmou Lula.

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Histórico de mediação

Lula já tentou mediar conflitos anteriores envolvendo os Estados Unidos, como na Ucrânia e na Venezuela, além de Cuba. Ele disse que também se ofereceu para auxiliar no diálogo com o governo iraniano, mas que pouco mais foi discutido sobre o tema. "Eu espero que Trump possa ser convencido de que os Estados Unidos podem ter um papel muito mais importante no fortalecimento da paz, da democracia e do multilateralismo", afirmou Lula. "Vai ser difícil? Vai. Mas se eu não acreditasse em persuasão, eu não estaria na política."

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