Líder do Irã ameaça EUA e países do Golfo após novos bombardeios americanos
Irã ameaça EUA e Golfo após bombardeios

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, emitiu ameaças diretas após novos ataques dos Estados Unidos ao território iraniano na noite desta segunda-feira (25). Em uma declaração veiculada pela televisão estatal, Khamenei afirmou que os países do Golfo Pérsico não servirão mais de base para as tropas militares norte-americanas. "É certo que não haverá retorno e que as nações e territórios da região não servirão mais de escudo para as bases americanas", disse o líder, que também declarou que os EUA têm perdido influência na região, "afastando-se a cada dia um pouco mais de seu antigo status".

Drone abatido e reações

A Guarda Revolucionária iraniana abateu um drone americano MQ-9, aeronave não tripulada, que teria entrado no espaço aéreo do Irã. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. O Irã também ameaçou responder a novas violações do cessar-fogo, reservando-se o direito "legítimo e definitivo" de retaliar caso os EUA descumpram o acordo. Os Estados Unidos, por sua vez, alegam ter agido em "legítima defesa". O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que "os alvos incluíram locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas".

Cessar-fogo frágil e impasses

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no sábado que conversou por telefone com líderes de países do Golfo, Turquia, Egito, Jordânia e Paquistão, além de uma ligação "separada" com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que "correu muito bem". Enquanto Trump defendia a diplomacia, Netanyahu favorecia a retomada das hostilidades, segundo veículos de imprensa americanos. O cessar-fogo de duas semanas, formalizado em 8 de abril, foi descrito por especialistas como "extremamente frágil". As delegações se encontraram pessoalmente apenas uma vez, em 11 de abril, em Islamabade, sem chegar a um acordo após mais de 20 horas de negociação. Desde então, as tratativas são mediadas pelo Paquistão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que "chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão", mas ressaltou que "afirmar que a assinatura de um acordo é iminente é algo que ninguém pode sustentar".

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Novas exigências de Trump

Horas antes dos bombardeios, Trump endureceu as condições para um acordo de paz, exigindo que Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Egito, Turquia, Bahrein e Jordânia assinem os Acordos de Abraão, tratados de normalização de relações com Israel negociados em 2020. Bahrein e Emirados Árabes já assinaram, assim como Marrocos e Sudão, mas muitos países, como Arábia Saudita, Síria e Líbano, recusaram-se a aderir, especialmente após o conflito em Gaza. Netanyahu, por sua vez, afirmou que intensificará os ataques contra o Hezbollah no Líbano, alegando ter recebido promessa de Trump de que a trégua com o Irã não afetará a ofensiva contra a milícia libanesa.

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