Bebê de 1 ano morre com sinais de agressão em Guarujá; pais são investigados
Bebê de 1 ano morre com sinais de agressão em Guarujá

Bebê de 1 ano morre com sinais de agressão em Guarujá; pais são investigados

Um bebê de apenas um ano faleceu após dar entrada em uma unidade de saúde com evidentes sinais de violência em Guarujá, no litoral de São Paulo. Os pais, ambos com 23 anos, foram ouvidos e são investigados pela Polícia Civil, que registrou o caso como maus-tratos e morte suspeita. O incidente ocorreu na madrugada desta segunda-feira (26), no bairro Vila Santo Antônio.

A Polícia Militar (PM) foi acionada por funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que relataram a chegada da criança com marcas de agressão. De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pela TV Tribuna, afiliada da Globo, o menino deu entrada na unidade sem sinais vitais, e a morte foi constatada após tentativas de reanimação. Ele apresentava cortes nos pulsos, arranhões e queimaduras, supostamente provocadas por bitucas de cigarro.

Versão da mãe

Ainda segundo o boletim, a mãe levou o menino à unidade. Ela afirmou que estava sozinha com o bebê em casa e que, por volta das 18h, dormiu após trocar as fraldas e dar mingau à criança. Ao acordar, percebeu que o bebê estava sem reação. A mulher disse que pegou o filho e correu para a rua, onde foi ajudada por um motociclista, que a levou até a UPA. O pai foi acionado para ir ao local. Após a confirmação da morte, ambos foram levados à delegacia.

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Além dos pais, um homem de 52 anos prestou depoimento. Ele foi identificado como responsável pelo imóvel onde a mãe mora e afirmou que a ajuda financeiramente, já que ela não possui parentes na cidade.

Investigação em andamento

A mãe negou as agressões e afirmou que uma marca no corpo da criança foi causada por um acidente doméstico anterior. Os dois homens ouvidos disseram que não tiveram contato com o bebê no dia da morte. Diante da incerteza sobre as agressões e o homicídio, não houve prisão em flagrante. O delegado solicitou exames periciais, incluindo necropsia detalhada, análise de sinais de violência, coleta de DNA e perícia no imóvel. O caso segue em investigação.

Relato de testemunhas

Testemunhas ouvidas relataram condições precárias de moradia e cuidados inadequados com a criança. Também foi informado que o bebê já havia sido internado anteriormente com problemas de anemia e obesidade infantil.

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