Mario Frias nega desvio de emendas para filme de Bolsonaro em resposta ao STF
Mario Frias nega desvio de emendas para filme de Bolsonaro

Mario Frias nega irregularidades em emendas para filme de Bolsonaro

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) negou, nesta segunda-feira, 25, ter direcionado emendas parlamentares para financiar a produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar classificou as suspeitas como "falsas, desprovidas de qualquer lastro probatório e difamatórias".

A investigação preliminar no STF apura o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma ONG ligada à produtora Go Up Entertainment, que está produzindo o filme Dark Horse, ainda não lançado, sobre a trajetória política de Bolsonaro. Frias é apontado como produtor executivo da obra.

Defesa do deputado

Na manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, relator do caso, Frias afirmou que suas emendas foram destinadas a projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esportes. "Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, compartilham endereço, argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade", declarou.

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O parlamentar também mencionou um parecer da Câmara dos Deputados que, segundo ele, confirma a regularidade das emendas. "O advogado-chefe da Câmara dos Deputados, Dr. Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, em manifestação oficial de 6 de abril de 2026, corroborou integralmente o entendimento da CONOF, afirmando que os procedimentos observaram integralmente a legislação de regência, não havendo qualquer vício formal ou material", completou.

Intimação e viagem ao exterior

Antes da apresentação da defesa, um oficial de Justiça tentou intimar o deputado por cinco vezes, mas ele não foi encontrado. Frias está em viagem ao exterior, embora não tenha autorização da Câmara para deixar o país. O caso chegou ao STF por meio de uma representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

Envolvimento de Flávio Bolsonaro

As suspeitas sobre o financiamento do filme ganharam repercussão após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bilionárias no Banco Master, para custear as gravações. Após a divulgação da conversa, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou qualquer combinação de vantagem indevida e afirmou que os recursos eram privados.

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