A fronteira terrestre do Brasil com a Venezuela foi completamente fechada na manhã deste sábado, 3 de fevereiro, em um movimento de segurança sem precedentes. O bloqueio ocorre em resposta a um ataque militar em larga escala realizado pelos Estados Unidos contra o território venezuelano, que resultou na captura e remoção do presidente Nicolás Maduro do país.
Bloqueio Militar em Pacaraima
O fechamento foi implementado no ponto de passagem de Pacaraima, no estado de Roraima. Imagens divulgadas pela Polícia Militar local mostram viaturas e soldados do Exército Brasileiro posicionados estrategicamente próximo ao marco fronteiriço, onde ficam as bandeiras dos dois países. O acesso está vedado por cones e barreiras físicas, interrompendo todo o fluxo de pessoas e veículos.
A decisão de fechar a fronteira foi tomada poucas horas depois de uma declaração bombástica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que forças americanas executaram uma operação militar de grande porte na Venezuela e conseguiram retirar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa do país por via aérea. Trump não forneceu detalhes sobre o destino do mandatário venezuelano após a captura.
Ataque e Caos em Caracas
Na madrugada que antecedeu o anúncio, a capital venezuelana, Caracas, foi sacudida por uma série de explosões. De acordo com a agência de notícias Associated Press, pelo menos sete detonações foram registradas em um intervalo de aproximadamente 30 minutos.
Moradores relataram cenas de pânico, com tremores, o ruído de aeronaves voando em altitude extremamente baixa e pessoas correndo pelas ruas. Partes da cidade ficaram sem energia elétrica, especialmente nas áreas próximas à base aérea de La Carlota, localizada na região sul da capital. Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram colunas densas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando a cidade.
Resposta do Governo Venezuelano e Incerteza
Em resposta aos ataques, o governo venezuelano emitiu um comunicado oficial declarando que o país está sob agressão estrangeira e decretou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. O texto afirma que o presidente Maduro, antes de ser capturado, ordenou a ativação de todos os planos de mobilização militar e convocou as forças sociais e políticas do país para uma reação.
A situação é marcada por uma profunda incerteza sobre o paradeiro do líder venezuelano. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou publicamente que não sabe onde Maduro se encontra e exigiu que o governo americano apresente uma prova de vida imediata do presidente capturado.
O fechamento da fronteira em Roraima reflete a gravidade da crise internacional que se instala, com o Brasil reforçando sua segurança em uma região que já é sensível devido ao fluxo migratório. As próximas horas serão decisivas para entender os desdobramentos desta intervenção militar e o futuro político da Venezuela.