Em uma reviravolta dramática na política externa americana, o presidente Donald Trump anunciou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e declarou que os Estados Unidos assumirão a administração do país sul-americano. A operação militar, descrita como um ataque do tipo "choque e pavor", ocorreu durante a noite em Caracas e foi acompanhada em tempo real por Trump e pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, a partir de Washington.
Operação Militar e Anúncio Surpreendente
Durante uma coletiva de imprensa extraordinária realizada em seu resort de Mar-a-Lago na manhã de sábado, Trump revelou que forças americanas capturaram com sucesso o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa. Imediatamente após a notícia da captura, o presidente americano anunciou um plano ousado: uma equipe liderada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, trabalharia com venezuelanos para assumir o controle da nação em crise.
"Nós vamos administrar o país até que seja possível fazer uma transição segura, adequada e criteriosa", afirmou Trump. No entanto, o significado prático de "administrar o país" permanece pouco claro, representando uma mudança abrupta e cheia de contradições para um presidente que criticou guerras prolongadas e prometeu colocar os "EUA em primeiro lugar".
Contradições e Promessas de Reconstrução
Apesar de seu histórico de oposição a intervenções externas, Trump mostrou-se otimista. Ele citou um "histórico perfeito de vitórias" e prometeu recrutar empresas americanas do setor de energia para reconstruir a infraestrutura industrial colapsada da Venezuela. Os recursos gerados, segundo ele, financiariam os esforços de reconstrução e beneficiariam o povo venezuelano.
O presidente não descartou o envio de mais tropas terrestres, declarando: "Não temos medo de enviar tropas terrestres... ontem já as enviamos". Esta postura contrasta fortemente com suas críticas anteriores à invasão do Iraque, um conflito cujas consequências agora parecem ecoar em seu novo compromisso venezuelano.
Reações Internas e Internacionais
A ação gerou uma onda imediata de reações. Internamente, a decisão dividiu a base política de Trump. A deputada Marjorie Taylor Greene, ex-aliada, condenou a ação nas redes sociais, acusando o presidente de trair os princípios de seu movimento. Em contraste, a maioria dos republicanos no Congresso alinhou-se a Trump, com o presidente da Câmara, Mike Johnson, chamando a ação contra um "regime criminoso" de "decisiva e justificada".
No cenário internacional, a resposta foi de forte crítica. O Ministério das Relações Exteriores da China emitiu um comunicado expressando choque e condenando o ataque a uma nação soberana. Analistas e políticos, como o deputado republicano Don Bacon, expressaram preocupação de que a ação americana possa ser usada por Rússia e China para justificar suas próprias manobras militares na Ucrânia e em Taiwan, respectivamente.
Críticos democratas foram diretos. O senador Brian Schatz, do Havaí, afirmou: "Os Estados Unidos não deveriam administrar outros países sob nenhuma circunstância. Já deveríamos ter aprendido a não nos envolver em guerras intermináveis".
A Nova "Doutrina Donroe" e os Desafios Futuros
Durante a coletiva, Trump resgatou a Doutrina Monroe – a política do século 19 que afirmava a influência americana no Hemisfério Ocidental – e a rebatizou de "Doutrina Donroe". Ele afirmou que a operação na Venezuela avançou suas prioridades de "America First" ao garantir segurança regional e uma fonte estável de petróleo. "A dominância americana no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionada", declarou.
O objetivo declarado de Trump é ambicioso: "tornar a Venezuela grande novamente". No entanto, o caminho à frente é repleto de obstáculos. Ele agora aposta sua presidência no sucesso da reconstrução de uma nação com a economia em frangalhos e a política instável após décadas de governo autoritário.
A operação militar em si foi considerada um sucesso tático, sem mortes de americanos e com danos limitados a equipamentos. Trump a descreveu como um "ataque espetacular". O verdadeiro teste, porém, está apenas começando. Trump e sua equipe terão que estabilizar um país em turbulência há décadas e gerenciar as repercussões geopolíticas de uma intervenção direta, enquanto tentam definir o que, na prática, significa "administrar" a Venezuela.