Datafolha inicia nova pesquisa presidencial com Lula e Flávio
Datafolha inicia nova pesquisa presidencial

O Instituto Datafolha inicia nesta terça-feira, 12 de maio, a terceira pesquisa de abrangência nacional de 2026. O levantamento, encomendado pela Folha da Manhã, será realizado com 2.004 entrevistados em todo o país e tem margem de erro máxima de dois pontos percentuais. A divulgação dos resultados está prevista para esta sexta-feira, 15 de maio.

Cenários eleitorais testados

A pesquisa concentra em um bloco as perguntas sobre a corrida presidencial. No primeiro turno, são testados cenários estimulados com os nomes de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União), Renan Santos (MDB), Aldo Rebelo (PDT), Augusto Cury (PSDB), Cabo Daciolo (Patriota), Hertz Dias (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Ciro Gomes (PDT).

O levantamento também pergunta em quais candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno, com a mesma lista de nomes, além de opções como votaria em qualquer um, não rejeita nenhum, rejeita todos ou não sabe. Para o segundo turno, são simulados confrontos entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula e Caiado, e Lula e Zema.

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Imagem dos candidatos

Os entrevistados devem apontar qual presidenciável consideram mais democrático, mais experiente, mais preparado para ser presidente, mais corrupto, mais radical, mais autoritário, mais inteligente, mais moderno e inovador, mais próximo do povo brasileiro, mais defensor dos direitos das mulheres, mais preparado para combater a violência, mais capaz de falar a língua dos jovens e aquele que mais demonstra ter “Deus no coração”.

Além disso, a pesquisa questiona sobre o comportamento eleitoral em 2022 e inclui escalas de identificação política: uma que vai de bolsonarista a petista e outra que posiciona o eleitor entre esquerda e direita.

Avaliação do governo Lula

O Datafolha pergunta como os entrevistados avaliam o governo Lula após três anos e quatro meses de mandato, em escala de ótimo a péssimo. Também questiona em qual área o governo se saiu melhor, pior e qual deveria ser a prioridade do presidente eleito em outubro. Os temas incluem saúde, educação, economia, habitação, combate à fome e à miséria, combate ao desemprego, combate à corrupção, ciência e tecnologia, direitos humanos, relações exteriores, cultura, meio ambiente e mudanças climáticas, segurança pública, igualdade racial e povos indígenas.

Congresso, STF e relação institucional

O levantamento mede a avaliação dos entrevistados sobre o desempenho dos senadores e deputados federais no Congresso e sobre o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal, com respostas em escala de ótimo a péssimo.

Há um bloco específico sobre a rejeição, pelo Senado, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF. Os entrevistados são questionados se tomaram conhecimento do episódio, o quanto estão informados e se a derrota deixou o governo Lula mais forte, mais fraco ou não interferiu.

A pesquisa também mede quais características os eleitores consideram importantes na escolha de um ministro do STF: ser mulher, ser negro, ser religioso, ter independência em relação a políticos e partidos, ter ótimo conhecimento jurídico, contar com apoio dos atuais ministros, ter afinidade política com deputados e senadores, e demonstrar lealdade ao presidente que fez a indicação.

Programa Desenrola 2 e endividamento

Na área econômica, a pesquisa pergunta se os entrevistados tomaram conhecimento do Desenrola 2, programa de renegociação de dívidas do governo federal. Quem soube do programa deve indicar se está bem informado, mais ou menos informado ou mal informado.

O Datafolha também pergunta se o entrevistado tem dívidas atualmente, considerando empréstimos, cartão de crédito, cheque especial e financiamentos. Em caso positivo, há pergunta adicional sobre se alguma dívida está com pagamento em atraso. Por fim, o questionário mede se o programa de renegociação deve beneficiar muito, pouco ou nada o próprio entrevistado, familiares que moram com ele e a economia brasileira.

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