O governo da China emitiu uma forte condenação à ação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A declaração oficial foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês neste sábado, 3 de janeiro de 2026.
Comunicado Oficial: Choque e Condenação
Em um comunicado veemente, a chancelaria chinesa expressou estar "profundamente chocada" com os eventos. O texto condena de forma enfática o que classificou como uso da força contra um país soberano e seu líder. A China afirmou que a operação americana violou gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela, representando ainda uma ameaça à estabilidade regional.
"A China se opõe firmemente a esse comportamento hegemônico dos EUA", declarou o ministério. O governo de Pequim pediu que Washington respeite os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e cesse imediatamente ações que violem a soberania e a segurança de outras nações.
Contexto Internacional e Repercussões
A reação chinesa ocorre no contexto de uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos, cujo desfecho foi a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro. A China, que mantém um sistema de governo autoritário de esquerda, historicamente teve relações próximas com o governo de Maduro em Caracas.
Além da China, outros países como a Rússia, nações da Europa e vizinhos latino-americanos já se manifestaram sobre o conflito. A posição de Pequim reforça um alinhamento diplomático contrário à intervenção militar estrangeira, defendendo a não ingerência em assuntos internos de outros Estados.
Princípios e Direito Internacional em Foco
O cerne da crítica chinesa reside na acusação de que os Estados Unidos desrespeitaram normas internacionais fundamentais. O comunicado enfatiza a soberania nacional como princípio inviolável e alerta que ações unilaterais do tipo ameaçam a paz e a segurança na América Latina e no Caribe.
A China reiterou seu apelo para que os EUA parem de violar a soberania de outros países, posicionando-se como defensora de uma ordem multilateral baseada no direito internacional. Este episódio acentua as tensões geopolíticas entre as duas maiores potências mundiais em um cenário de crise fora de suas fronteiras imediatas.