Captura de Maduro: Intervenção dos EUA gera debate sobre direito internacional
Captura de Maduro: EUA agem e esquerda é desafiada

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por uma operação relâmpago dos Estados Unidos, ordenada por Donald Trump, se tornou o centro de um debate global sobre os limites da intervenção internacional e a coerência política. O evento, ocorrido na madrugada de sexta para sábado, representa um caso inédito: a apreensão de um chefe de Estado – ainda que considerado ilegítimo por parte da comunidade internacional – em pleno exercício de suas funções.

Uma Operação sem Precedentes e suas Implicações

A ação militar norte-americana, que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, levanta questões profundas sobre a soberania e o direito internacional. Especialistas alertam que o precedente é perigoso, pois poderia ser usado por outros líderes, como Vladimir Putin, para justificar ações similares contra adversários. No entanto, a defesa da operação aponta para a natureza excepcional do regime venezuelano.

O argumento central é que o governo de Maduro havia se transformado em um Estado especialista no transporte e proteção do tráfico de drogas em grande escala. A esposa do líder, uma militante de alto escalão no chavismo, já tinha histórico de problemas com a lei, incluindo uma prisão no Haiti e a condenação de dois sobrinhos – apelidados de "narcosobrinhos" – por tráfico. Em gravações feitas por autoridades americanas, um deles chegou a reclamar da dificuldade e do estresse da atividade criminosa.

A Reação da Esquerda e a Questão da Dupla Moral

O texto original desafia veementemente aqueles que agora criticam a captura, mas que não se manifestaram com a mesma força contra os abusos do regime de Maduro ao longo dos anos. A pergunta retórica é direta: Quem tem o direito de criticar? Apenas quem condenou publicamente a eleição presidencial "roubada" e a tirania instalada na Venezuela.

A análise sugere que a esquerda mundial precisa fazer uma autocrítica profunda sobre seu apoio, tácito ou explícito, a Maduro. Identificar-se com o desastre humanitário e econômico venezuelano, argumenta o texto, é uma armadilha política e ética. A miséria galopante sob o chavismo se tornou um exemplo universal do que não fazer, e associar-se a isso é prejudicial.

A cena de venezuelanos comemorando a captura nas ruas de Santiago, no Chile, também é citada como um contraponto à narrativa simplista. Seriam todos eles integrantes da extrema direita?, questiona o artigo, indicando que o repúdio a Maduro transcende espectros ideológicos.

O Futuro Incerto da Venezuela e um Fim Simbólico

Com Maduro e sua esposa agora sob custódia americana – onde responderão por acusações como tráfico de drogas e posse de metralhadora –, o futuro da Venezuela é uma incógnita. As questões que se impõem são complexas:

  • O regime chavista conseguirá se manter sem a sua principal figura?
  • Houve algum acordo nos bastidores entre facções bolivarianas e os EUA para uma transição?
  • O povo oprimido finalmente terá voz no processo?

Por enquanto, não há respostas. O que se sabe, conforme destacado, é que um líder que se dizia protegido por Deus descobriu-se muito longe da divindade e muito perto do longo braço da lei americana. O artigo conclui que, independentemente dos riscos e debates jurídicos que a intervenção de Trump acarreta, o fim de um tirano responsável por tanto sofrimento é, em si, um motivo para celebração.

A visita de Maduro a Vladimir Putin em 2025, onde teria se "desmanchado em rapapés", é lembrada como um contraste irônico com sua situação atual. O episódio deixa uma marca na diplomacia brasileira, que recebeu o casal em Brasília com honras oficiais – um fato descrito como uma "vergonha" que permanecerá no currículo do país.