Líderes de Belarus e Coreia do Norte trocam presentes inusitados em cúpula que reforça aliança pró-Rússia
Belarus e Coreia do Norte trocam presentes em cúpula pró-Rússia

Presidente de Belarus presenteia Kim Jong-un com fuzil automático em encontro histórico

Em um gesto que mistura diplomacia e simbolismo militar, o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, ofereceu nesta quinta-feira (26) um fuzil automático como presente ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. O episódio ocorreu durante uma cúpula em Pyongyang, reunindo dois dos principais aliados da Rússia no conflito contra a Ucrânia.

Momento de descontração entre líderes

"Para o caso de surgirem inimigos!", brincou Lukashenko ao entregar a arma, provocando risos de Kim Jong-un, que examinou cuidadosamente o rifle e testou seu mecanismo de recarga. Em retribuição, o líder norte-coreano presenteou o visitante com um vaso artisticamente confeccionado a partir de projéteis, contendo uma imagem incrustada de Lukashenko.

Fortalecimento de laços estratégicos

Durante a visita, os dois governantes assinaram um tratado de amizade, reforçando a aproximação entre nações que enfrentam sanções internacionais e apoiam ativamente o presidente russo, Vladimir Putin, na guerra contra a Ucrânia. A Coreia do Norte tem fornecido milhões de munições à Rússia e enviado tropas para auxiliar Moscou, particularmente na região de Kursk, ocupada por forças ucranianas em 2024.

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Por sua vez, Belarus permitiu que seu território fosse utilizado como base para a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022. Posteriormente, o país concordou em abrigar mísseis nucleares táticos russos em uma área fronteiriça com três membros da Otan.

Contexto diplomático e manobras políticas

Esta visita marcou a primeira viagem de Lukashenko à Coreia do Norte em seus 33 anos no poder, ocorrendo em um momento de tentativa de equilíbrio nas relações internacionais. Enquanto fortalece laços com aliados de Moscou, o líder belaruss também busca reduzir tensões com os Estados Unidos.

Na semana passada, Lukashenko se reuniu com John Coale, enviado do presidente americano Donald Trump, resultando na libertação de 250 presos políticos em troca de um afrouxamento das sanções americanas.

Declarações oficiais e posicionamentos

A agência estatal belarussa Belta relatou que Lukashenko afirmou a Kim que as relações bilaterais entram em uma "fase fundamentalmente nova". Kim Jong-un, por sua vez, declarou que os dois governos compartilham posições em diversos temas e se opõem à "pressão indevida do Ocidente sobre Belarus".

Este encontro histórico não apenas simboliza a solidariedade entre nações sob sanções, mas também evidencia as complexas manobras geopolíticas em um cenário internacional cada vez mais polarizado.

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