O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comunicou a colegas parlamentares que não pretende receber o sabatinado Jorge Messias em seu gabinete na presidência antes da votação em plenário nesta quarta-feira (29). O gesto, que ocorreria no intervalo entre a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a deliberação do Senado, era aguardado pelo Palácio do Planalto como um aval institucional importante para a consolidação do nome de Messias – indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão de Alcolumbre foi informada, inclusive, ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias no Senado. Segundo interlocutores, o presidente do Senado chegou a cogitar o encontro, mas desistiu após demonstrar forte incômodo com a divulgação de detalhes de uma conversa informal que teve com Messias na última semana, na residência do ministro Cristiano Zanin, do STF.
Agenda externa e ausência
Alcolumbre cumpre uma agenda externa durante a tarde desta quarta-feira. A previsão é que o senador retorne à Casa apenas no momento de se dirigir diretamente ao plenário para organizar e conduzir a votação. A ausência do encontro institucional é vista como um revés político para a articulação do governo, que esperava utilizar a recepção na presidência como um sinal de pacificação e apoio da cúpula do Legislativo ao indicado.
Próximos passos
Após a análise na CCJ do Senado, a indicação de Messias seguirá para o plenário principal do Senado, onde precisará de pelo menos 41 votos para ser aprovada. A expectativa é de que a votação ocorra ainda nesta quarta-feira.



