Envio de agentes do ICE a aeroportos nos EUA não reduz filas e impasse político continua
Agentes do ICE não reduzem filas em aeroportos dos EUA

Envio de agentes do ICE a aeroportos nos EUA não reduz filas e impasse político continua

Agentes do ICE, a polícia de imigração americana, foram enviados para aeroportos nos Estados Unidos nesta semana em uma tentativa de reduzir as longas filas causadas pela greve de servidores da Administração de Segurança de Transporte (TSA). No entanto, a medida anunciada pelo presidente Donald Trump não surtiu os efeitos esperados, conforme dados divulgados pelo jornal The Washington Post nesta quinta-feira, 26 de março de 2026.

Falha na redução das filas

No Aeroporto George Bush Intercontinental, onde muitos agentes da TSA deixaram de comparecer devido à falta de pagamento, passageiros ainda enfrentavam esperas de quatro horas ou mais na quarta-feira, 25 de março. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reconheceu que os tempos de espera não diminuíram "tanto quanto gostaríamos", mas não respondeu se o envio de agentes imigratórios afetou operações de deportação.

Medida anunciada por Trump

O envio do ICE para aeroportos foi anunciado no sábado, 21 de março, pelo presidente Donald Trump, que afirmou que os policiais fariam "segurança como ninguém jamais viu antes". Ele disse que a ideia partiu dele próprio, contradizendo relatos que atribuíam a proposta a uma ouvinte de um programa de rádio conservador. Segundo a CNN, os agentes foram vistos em mais de 10 aeroportos, incluindo Nova York, Nova Orleans, Atlanta e Chicago, sob liderança do czar da fronteira, Tom Homan.

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Funções limitadas e críticas

Na prática, os policiais de imigração têm atuado em funções básicas, como organização de filas e checagem de documentos, enquanto o manuseio de equipamentos de segurança continua restrito a agentes treinados da TSA. A medida gerou fortes críticas de democratas e sindicatos. O líder da minoria democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que "a última coisa que o povo americano precisa é de agentes do ICE sem treinamento sendo destacados para aeroportos em todo o país, potencialmente para brutalizá-los ou, em alguns casos, matá-los".

Contexto da greve e impasse político

Mais de 400 agentes da TSA deixaram seus empregos desde o início da paralisação do governo, reflexo do impasse no Congresso sobre a legislação orçamentária. O "shutdown" afeta diretamente o Departamento de Segurança Interna, sem financiamento desde meados de fevereiro, mantendo os salários da TSA suspensos. Everett Kelley, presidente da Federação Americana de Funcionários Públicos, criticou a decisão, destacando que os membros da TSA "merecem ser pagos, e não substituídos por agentes armados e sem treinamento".

O impasse político sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna continua, sem solução à vista, enquanto passageiros enfrentam inconveniências e a segurança aeroportuária permanece em discussão.

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