O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um anúncio de grande impacto na noite desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026. Ele revelou um acordo com o governo interino da Venezuela para a entrega de uma enorme quantidade de petróleo aos Estados Unidos.
Os termos do acordo petrolífero
Através de uma publicação em sua rede social, Truth Social, o mandatário americano detalhou a negociação. A Venezuela se comprometeu a entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade que estava sob sanções internacionais.
Trump enfatizou que o commodity será comercializado "a preço de mercado". No entanto, o aspecto mais singular do acordo é o controle sobre os recursos financeiros gerados. O próprio presidente americano afirmou que controlará o dinheiro da venda, com o objetivo declarado de garantir que os fundos beneficiem tanto o povo venezuelano quanto o americano.
Para colocar o plano em prática imediatamente, Trump já deu ordens ao seu Secretário de Energia, Chris Wright. O petróleo será transportado por navios especializados diretamente para terminais de descarga nos Estados Unidos.
O contexto político na Venezuela
Este anúncio surge em um momento de profunda transformação no país sul-americano. O acordo foi fechado apenas três dias após a derrubada e captura do ditador Nicolás Maduro, que ocorreu na madrugada do último sábado, dia 3 de janeiro.
Maduro foi preso junto com sua esposa, Cilia Flores, e transportado para Nova York. Na segunda-feira, ele compareceu perante o tribunal do Distrito Sul de Nova York, onde se apresentou como presidente legítimo da Venezuela e alegou ter sido "sequestrado" por forças militares americanas. Ele se declarou inocente das acusações que enfrenta, que incluem conspiração de narcoterrorismo.
Com a queda de Maduro, assumiu como presidente interina sua vice, Delcy Rodríguez. Em entrevista à NBC News, Donald Trump reconheceu a cooperação de Rodríguez com as autoridades dos EUA, mas negou veementemente que tenha havido qualquer comunicação ou aviso prévio com ela antes da operação que depôs Maduro.
Futuro incerto e posição de Trump
Na mesma entrevista, o presidente americano descartou a possibilidade de realizar novas eleições na Venezuela em um prazo curto, como trinta dias. Trump argumentou que é necessário "consertar o país" primeiro.
"Não dá para ter uma eleção. Não há como as pessoas sequer conseguirem votar", afirmou ele, sugerindo que o processo de recuperação nacional será longo. A visão apresentada por Trump é de uma intervenção prolongada para restaurar a saúde política e econômica da Venezuela antes de qualquer consulta popular.
Este acordo petrolífero, portanto, não é apenas uma transação comercial. Ele simboliza o início de uma nova fase nas relações entre os dois países, marcada pela intervenção direta dos Estados Unidos nos assuntos internos venezuelanos e no controle de recursos estratégicos, com a promessa de reconstrução nacional.