Sóstenes afirma que novo ministro da Justiça é 'mais da oposição' após abertura sobre maioridade penal
Sóstenes: ministro da Justiça é 'mais nosso' após abertura sobre maioridade penal

Sóstenes Cavalcante elogia ministro da Justiça e destaca abertura para consulta sobre maioridade penal

O líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, manifestou entusiasmo com o novo titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmando que o ministro é "muito mais nosso do que deles". A declaração refere-se ao aceno feito por Wellington César à possibilidade de uma consulta popular sobre a redução da maioridade penal, tema que enfrenta resistência de partidos alinhados ao governo petista.

Posicionamento do ministro gera reações no Congresso e no Planalto

Ao comentar a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, o ministro Wellington César considerou "legítima" a realização de um referendo ou plebiscito sobre a maioridade penal. Ele ponderou que não se trataria de uma medida imediata, mas destacou que modalidades de democracia direta não são em si mesmas um mal. Essa posição, no entanto, irritou lideranças do Partido dos Trabalhadores, que divulgaram nota contrária à ideia, e causou desconforto em uma ala do governo Lula.

De acordo com Sóstenes Cavalcante, o novo auxiliar do presidente tem sido amplamente elogiado pela oposição no Congresso Nacional. O líder do PL revelou ainda que Wellington César comparecerá "por livre e espontânea vontade" a um café com a comissão de Segurança Pública da Câmara, composta majoritariamente por opositores do Palácio do Planalto, após o período do carnaval.

Contexto político e implicações da discussão

A nomeação de Wellington César, anteriormente advogado-geral da Petrobras, para suceder Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça já havia gerado expectativas. Sua abertura ao debate sobre a maioridade penal, pauta histórica de setores conservadores, parece consolidar uma ponte com a oposição. Analistas apontam que esse movimento pode:

  • Ampliar o diálogo do governo com bancadas contrárias no Legislativo;
  • Intensificar tensões internas na base aliada, especialmente com o PT;
  • Renovar discussões públicas sobre segurança e direitos penais.

O episódio ilustra os desafios de governabilidade enfrentados pela administração Lula, que precisa equilibrar demandas de aliados históricos e a necessidade de negociação com oposicionistas. Enquanto Sóstenes comemora a "sintonia" do ministro com a oposição, setores petistas alertam para riscos de retrocessos em políticas de direitos humanos.