Diretor da Polícia Federal ressalta papel da integração institucional no caso Banco Master
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, fez declarações importantes nesta terça-feira (10) sobre o andamento das investigações envolvendo o Banco Master. Durante entrevista a jornalistas, realizada para apresentar um balanço das gestões da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, Rodrigues destacou que o caso tem origem em gestões anteriores do Banco Central, mas foi enfrentado de maneira decisiva na atual administração.
Cooperação e autonomia como pilares fundamentais
Segundo o diretor-geral, o avanço significativo nas investigações foi possibilitado por uma atuação integrada e por parcerias institucionais sólidas. Andrei Rodrigues enfatizou que essa abordagem colaborativa foi essencial para desvendar os detalhes complexos do caso. Em suas palavras, o enfrentamento do problema só se tornou viável graças a essa integração, essa parceria e essa cooperação entre os órgãos envolvidos.
O dirigente da Polícia Federal também elogiou publicamente a coragem do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, por ter decidido enfrentar um problema que já vinha de outras gestões. Rodrigues afirmou que Galípolo demonstrou capacidade e determinação para levar adiante as investigações, encaminhando os dados relevantes à Polícia Federal conforme determina a legislação vigente.
Autonomia institucional garantida pelo governo federal
Em um ponto crucial de sua fala, Andrei Rodrigues parafraseou o presidente do Banco Central para reiterar a importância da autonomia institucional. Ele destacou que, assim como o Banco Central teve autonomia para agir, a Polícia Federal também contou com essa liberdade para avançar nas investigações sem interferências externas. Essa garantia de independência operacional é vista como um fator determinante para o sucesso das operações em andamento.
As declarações do diretor-geral da PF ecoam pronunciamentos recentes de Gabriel Galípolo. Como revelado pela Folha de S. Paulo, o presidente do Banco Central afirmou na segunda-feira (9), durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que se sente grato por enfrentar o caso Master sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Galípolo sublinhou a garantia da autonomia tanto do Banco Central quanto da Polícia Federal, considerando essa proteção institucional um elemento fundamental para o desenvolvimento adequado do trabalho investigativo.
Contexto político e apoio governamental
O presidente do Banco Central também expressou agradecimento pelo apoio recebido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e reconheceu o trabalho dedicado do procurador-geral da República, Paulo Gonet, bem como dos agentes da Polícia Federal. Em sua defesa da decisão de liquidar o Banco Master, propriedade de Daniel Vorcaro, Galípolo citou a necessidade de enfrentar diversos vencimentos de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que colocavam em risco o sistema financeiro.
O caso ganhou dimensão política significativa quando, em janeiro, o presidente Lula fez referência pública ao escândalo durante evento em Maceió. Na ocasião, Lula afirmou que o pobre no Brasil é sacrificado enquanto um cidadão do Banco Master teria aplicado um golpe de mais de R$ 40 bilhões. Essa declaração presidencial destacou a gravidade das acusações e a importância social das investigações em curso.
A convergência de esforços entre diferentes instituições públicas parece estar criando um ambiente propício para o desfecho do caso Banco Master. A Polícia Federal, com o apoio do Banco Central e sob a garantia de autonomia do governo federal, continua avançando nas investigações que prometem esclarecer um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.