PF cumpre mandados em Vespasiano na Operação Voto Livre contra compra de votos
PF combate compra de votos em Vespasiano na Grande BH

PF intensifica combate à compra de votos na Grande BH com nova fase operacional

A Polícia Federal executou, nesta quarta-feira (4), dois mandados de busca e apreensão na cidade de Vespasiano, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação representa uma etapa adicional da Operação Voto Livre, iniciativa dedicada a investigar e reprimir supostas práticas de corrupção eleitoral que teriam ocorrido durante as eleições municipais de 2024.

Investigação apura esquema de pagamento a eleitores

De acordo com as informações divulgadas pela PF, o inquérito teve início após uma denúncia que indicava a existência de um esquema organizado de compra de votos. Os eleitores envolvidos teriam recebido quantias que variavam entre R$ 50 e R$ 100 para votar em um candidato específico, cuja identidade ainda não foi revelada pelas autoridades.

Os valores eram supostamente pagos somente após a comprovação de que o voto havia sido efetivamente depositado na urna em favor do político indicado. Essa prática configura um grave crime eleitoral, com potencial para distorcer os resultados democráticos e minar a confiança pública no processo eleitoral.

Continuidade da Operação Voto Livre

A nova fase da operação foi desencadeada a partir da análise minuciosa de elementos coletados durante a primeira etapa, que ocorreu em 1º de julho de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal já havia cumprido quatro mandados de busca e apreensão, também expedidos pela 311ª Zona Eleitoral de Vespasiano.

Essa sequência de ações demonstra o comprometimento das forças de segurança em aprofundar as investigações e buscar evidências concretas que possam sustentar as acusações. A PF enfatiza que os investigados poderão responder judicialmente pelos crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa.

Penas previstas para os crimes eleitorais

Conforme a legislação brasileira, a corrupção eleitoral pode acarretar em pena máxima de quatro anos de prisão, enquanto a associação criminosa possui uma penalidade ainda mais severa, podendo chegar a oito anos de detenção. A combinação desses delitos evidencia a gravidade do esquema e a necessidade de uma resposta firme por parte do sistema de justiça.

A operação segue em andamento, com a possibilidade de novas medidas cautelares e a ampliação do círculo de investigados, à medida que novas provas forem coletadas e analisadas pelos peritos da Polícia Federal.