Um brasileiro condenado pela participação nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro foi expulso do território paraguaio e entregue às autoridades brasileiras na noite desta terça-feira, 3 de setembro. A operação ocorreu no posto migratório da Ponte Internacional da Amizade, localizada na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, na região de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Detenção e expulsão do foragido
O indivíduo identificado pelas autoridades paraguaias como João Paulo Silva Matos, de 36 anos, natural de Londrina, no norte do Paraná, foi detido por agentes da Divisão Regional número 3 da Polícia Nacional do Paraguai. A prisão aconteceu na região de Saltos del Guairá, após uma consulta aos antecedentes criminais junto à base de dados da Polícia Federal brasileira.
Segundo informações oficiais, João Paulo Silva Matos atua profissionalmente como médico veterinário e possuía um mandado de prisão em aberto expedido pelo Supremo Tribunal Federal. A ordem de captura estava relacionada a investigações por crimes como dano qualificado, exercício ilegal de função pública e associação criminosa, todos ligados aos episódios violentos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro.
Cooperação internacional na fronteira
A expulsão do foragido foi determinada pela Direção Nacional de Migrações do Paraguai e executada com o apoio fundamental do Comando Tripartite. Este comando é uma força de segurança que reúne efetivos dos dois países para atuar em operações conjuntas na região de fronteira, garantindo maior eficácia no combate ao crime organizado e na captura de procurados pela justiça.
Após a conclusão dos trâmites migratórios no lado paraguaio, o brasileiro foi formalmente entregue aos agentes da Polícia Federal do Brasil, que o receberam em solo nacional, precisamente na cidade de Foz do Iguaçu. Ele agora permanece à disposição da Justiça brasileira, aguardando a realização de uma audiência de custódia que definirá os próximos passos processuais.
Decisão judicial pendente sobre transferência
Conforme esclarecido pela Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal ainda não emitiu uma decisão definitiva sobre o destino do preso. As autoridades judiciais precisarão avaliar se João Paulo Silva Matos continuará detido em Foz do Iguaçu ou se será transferido para a capital federal, Brasília, onde os processos relacionados aos ataques de 8 de janeiro estão sendo conduzidos.
Este caso reforça a importância da cooperação internacional entre Brasil e Paraguai no âmbito da segurança pública, demonstrando como o compartilhamento de informações e ações coordenadas podem resultar na captura de indivíduos procurados pela justiça, mesmo quando estes tentam se esconder em território estrangeiro.