O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado por suposto envolvimento em um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi proferida nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, e substitui a prisão preventiva por medidas cautelares.
Medidas cautelares impostas
Andreson Gonçalves, que estava detido desde novembro de 2025, terá que usar tornozeleira eletrônica e cumprir recolhimento domiciliar durante a noite e nos fins de semana. Além disso, ele está proibido de manter contato com outros investigados e de frequentar dependências do STJ.
Fundação da decisão
Na avaliação do ministro Zanin, o avanço das investigações e o dilatado tempo de prisão preventiva justificam a revisão da medida extrema. Em sua decisão, Zanin afirmou: "O avanço das investigações autoriza, doravante, a revisão da medida extrema, inclusive em razão do dilatado tempo de vigência da prisão preventiva." O magistrado considerou que a manutenção da prisão não era mais necessária para garantir a ordem pública ou a instrução processual.
Histórico da prisão
Andreson Gonçalves foi preso pela última vez em novembro de 2025, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre um suposto esquema de venda de sentenças no STJ. O lobista é suspeito de atuar como intermediário em negociações ilícitas envolvendo magistrados.
As investigações seguem em andamento, e a soltura de Andreson não significa o fim do processo. Ele permanece sob monitoramento e deverá cumprir rigorosamente as medidas cautelares impostas pelo STF.



