Prefeito de Rio Branco anuncia pré-candidatura ao governo do Acre pelo PSDB
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, oficializou sua pré-candidatura ao governo do Acre para as eleições de 2026. O anúncio foi realizado na última quinta-feira (19), em Brasília, durante um encontro com o deputado federal e presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves. Na ocasião, Bocalom confirmou sua saída do Partido Liberal (PL), legenda pela qual foi eleito para o segundo mandato à frente da prefeitura da capital acreana.
Mudança partidária e novo desafio político
Com convicção no trabalho desenvolvido, Bocalom afirmou que entendeu ter chegado o momento de encarar um novo desafio em sua carreira política. Durante o encontro, Aécio Neves destacou que o prefeito tem uma missão importante ao buscar dar um novo caminho para o estado do Acre. O presidente do PSDB expressou confiança na formação de uma chapa forte também para o Congresso Nacional, com ênfase na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa estadual.
Tião Bocalom segue no segundo mandato como prefeito até o dia 4 de abril, prazo máximo para realizar o processo de desincompatibilização, que consiste no afastamento do cargo atual para poder concorrer a outros cargos no pleito eleitoral. Quem deve assumir a prefeitura de Rio Branco é o atual vice-prefeito, Alysson Bestene, filiado ao Progressistas.
Histórico eleitoral e trajetória política
O atual gestor já possui experiência em disputas estaduais, tendo sido candidato ao governo do Acre pelo PSDB em 2006 e 2010, mas foi derrotado nas urnas em ambas as ocasiões. Em 2008 e 2012, disputou a prefeitura de Rio Branco também pelo PSDB, sem obter sucesso. Antes de assumir a prefeitura da capital, Tião Bocalom foi prefeito de Acrelândia por oito anos, consolidando sua base política no estado.
O Partido Liberal, do qual Bocalom era filiado, agora segue em uma aliança com a coligação que apoia a pré-candidatura de Mailza Assis, atual vice-governadora do Acre, ao governo do estado. Essa movimentação partidária ocorre em um contexto eleitoral intenso, onde o governador Gladson Cameli já oficializou sua pré-candidatura ao Senado, e o Acre chega ao ano eleitoral com duas vagas para o Senado em disputa.
As regras sobre o uso de inteligência artificial e redes sociais nas eleições de 2026 já estão sendo discutidas, enquanto órgãos públicos debatem melhorias em políticas de proteção, especialmente considerando os 111 órfãos por feminicídios registrados no estado nos últimos quatro anos. O cenário político acreano se mostra dinâmico e competitivo, com realinhamentos partidários e estratégias eleitorais sendo definidas com antecedência.



