Tarcísio de Freitas afirma não ter favorito para vice na reeleição e pede união da base
Tarcísio não tem favorito para vice e pede união da base

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, fez declarações importantes nesta quinta-feira, 12 de setembro, durante coletiva de imprensa em Guarulhos. Ele afirmou que não possui um candidato favorito para ocupar o cargo de vice-governador na chapa que disputará sua reeleição e enfatizou a necessidade de união entre os partidos que compõem sua base política.

Disputa partidária pela vaga de vice

A declaração do governador ocorre em um momento de intensa disputa entre siglas aliadas, como PL, PSD e MDB, que buscam indicar seus nomes para a posição de vice na chapa majoritária. Tarcísio destacou que é natural que os partidos façam pleitos por vagas, mas defendeu um processo de discussão harmonioso.

"Não tem favoritos, a gente vai discutir, vai arranjar, montar esse grupo de forma que a gente vá disputar dentro de uma lógica de harmonia. Vamos ter grupo extremamente unido", declarou o governador, sem citar nomes específicos. Ele ainda ressaltou que a direita política "tem excelentes quadros" para a vaga, garantindo que qualquer escolha representará bem o grupo.

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Posicionamento dos partidos

A composição da chapa à reeleição tem sido tema de reuniões recentes, incluindo um encontro entre Tarcísio e o presidente do MDB, Baleia Rossi. A vaga de vice é alvo de pleitos de diversos dirigentes partidários:

  • Valdemar Costa Neto (PL): Disse em entrevista à Globonews que vai "lutar" pela indicação de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, argumentando que o PL tem a maior bancada de deputados estaduais na base de apoio.
  • Gilberto Kassab (PSD): Já deixou claro seu interesse em ser convidado para concorrer como vice, o que cria um conflito interno com o atual vice-governador Felicio Ramuth, também do PSD, que busca a reeleição.

Disputa pelo Senado Federal

Além da vaga de vice-governador, Tarcísio abordou a disputa pelo Senado, onde a direita ainda não chegou a um consenso sobre o segundo nome que representará o campo. A primeira vaga já foi indicada pelo PP, com Guilherme Derrite.

O governador afirmou que serão realizadas pesquisas para avaliar o potencial dos candidatos e garantir competitividade na eleição. "Vamos fazer pesquisa para ver quem tem maior potencial. Quem pode chegar lá pra que a gente seja extremamente competitivo", explicou Tarcísio, com o objetivo de eleger dois senadores.

Sobre Derrite, que apareceu em terceiro lugar em pesquisa recente, atrás de Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede), o governador se mostrou otimista: "[Derrite] tá super bem, na margem de erro empatado, quando chegar a campanha vai decolar, não tenho dúvida que vai ser eleito senador".

As declarações de Tarcísio de Freitas reforçam a complexidade das negociações políticas em ano eleitoral, com a base aliada buscando equilibrar interesses partidários e a união necessária para uma campanha vitoriosa.

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