Pesquisa Quaest: Lula reduz reprovação entre evangélicos em 6 pontos percentuais
Lula reduz reprovação entre evangélicos em 6 pontos

Lula avança entre evangélicos com redução de 6 pontos na reprovação, aponta pesquisa Quaest

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11 de fevereiro de 2026), revela um movimento significativo na relação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o eleitorado evangélico. O levantamento indica que o estadista conseguiu reduzir sua desaprovação nesse segmento em seis pontos percentuais líquidos, considerando a queda na rejeição e o aumento na aprovação, em comparação ao mês anterior.

Dados detalhados da pesquisa entre evangélicos

De acordo com os dados coletados em fevereiro de 2026, a desaprovação de Lula entre os evangélicos caiu de 64% para 61%. No caminho inverso, a aprovação do trabalho do presidente subiu de 31% para 34%. O grupo dos que não sabem ou não responderam (NS/NR) manteve-se estável em 5%. Embora os números sugiram uma trajetória de melhora, o cenário ainda é de franca oposição, refletindo a forte cooptação deste segmento religioso pelo bolsonarismo nos últimos anos.

Estratégia de aproximação e peso do segmento evangélico

A estratégia de aproximação direta, com agendas focadas em entregas sociais e diálogos com lideranças moderadas, parece estar surtindo efeito. A redução da resistência sugere que o governo começa a ser avaliado também por aspectos econômicos e práticos, além dos filtros do embate pelo viés da crença. O eleitorado evangélico é um dos pilares decisivos da demografia brasileira atual, representando 26,9% da população segundo o IBGE (Censo 2022), com projeções de chegar a 35% em 2026, o que torna a redução da rejeição nesse grupo uma questão crucial para projetos políticos.

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Cenário eleitoral e desempenho de governadores

No cenário testado entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Em comparação com o levantamento de janeiro, a diferença diminuiu de sete para cinco pontos, com Lula oscilando dois pontos para baixo, no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa também avaliou governadores como Ratinho Júnior (PSD) do Paraná, que tem 35% contra 43% de Lula, Ronaldo Caiado (PSD) de Goiás com 32% contra 42%, e Eduardo Leite (PSDB) do Rio Grande do Sul com 28% contra 42%, mostrando distâncias variadas na disputa pela preferência do eleitorado opositor.

Consolidação da oposição e metodologia da pesquisa

Os números reforçam que, apesar da estabilidade geral no quadro eleitoral, a polarização entre Lula e a família Bolsonaro segue como o eixo central da política nacional. Flávio Bolsonaro consolida-se como o principal herdeiro do capital político do pai e o adversário mais competitivo contra o atual governo. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 9 de fevereiro, em todo o Brasil, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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