Pesquisa Quaest: Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro, mas diferença cai para cinco pontos
Lula lidera Flávio Bolsonaro por cinco pontos, diz pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest mostra Lula com vantagem reduzida sobre Flávio Bolsonaro

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) demonstra que o presidente Lula (PT) continua liderando todos os sete cenários de segundo turno testados contra nomes da oposição, com vantagens que oscilam entre cinco e dezenove pontos percentuais. A menor diferença registrada é contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), de apenas cinco pontos, configurando um cenário eleitoral cada vez mais apertado.

Detalhes do cenário Lula versus Flávio Bolsonaro

No embate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente obtém 43% das intenções de voto, enquanto o senador alcança 38%. Os indecisos somam 2%, e os votos brancos, nulos ou de eleitores que afirmam não ir votar representam 17%. Esta é a primeira pesquisa da Quaest que não inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos, já que ele tem declarado publicamente sua intenção de buscar a reeleição.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, comenta a tendência: "A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco." Em janeiro, a vantagem era de sete pontos, e em dezembro, chegava a dez pontos, indicando uma progressiva redução na liderança do petista.

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Análise dos eleitores independentes e outros cenários

Entre os eleitores identificados como independentes, grupo crucial para definir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu significativamente: era de dezesseis pontos e agora é de apenas cinco. Em janeiro, Lula tinha 37% nesse segmento, contra 21% do senador. Na pesquisa atual, o presidente aparece com 31%, enquanto Flávio alcança 26%.

Nos cenários de primeiro turno, Lula se mantém à frente com percentuais entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro surge como o principal candidato da oposição, com índices variando de 29% a 33%. A pesquisa também aponta que a candidatura de Flávio, lançada em dezembro, está consolidada:

  • 69% dos entrevistados afirmam saber que o senador recebeu o apoio do pai, Jair Bolsonaro.
  • 44% consideram que Bolsonaro acertou ao indicar o filho como sucessor, índice que era 43% em janeiro e 36% em dezembro.
  • 42% acreditam que o ex-presidente errou, percentual que era 44% em janeiro e 54% em dezembro.

Felipe Nunes destaca: "Cada vez mais gente da direita e do bolsonarismo diz que Bolsonaro acertou ao indicar o filho para disputar a presidência. Eles se mostram mais convencidos sobre a indicação e passam a ter mais intenção de votar."

Percepção sobre Lula e desempenho do governo

A pesquisa aborda ainda a percepção dos eleitores sobre o presidente Lula e seu governo:

  1. 57% dos entrevistados acham que Lula não merece outro mandato como presidente, enquanto 39% consideram que ele deve continuar.
  2. 55% acreditam que Lula venceria uma eleição contra alguém da família Bolsonaro, contra 35% que apostam em um Bolsonaro como vencedor.
  3. Em um cenário sem a família Bolsonaro na disputa, 49% acham que Lula venceria e 40% apostam em um nome da oposição.
  4. Sobre o desempenho do governo, 49% desaprovam a gestão de Lula e 45% aprovam.

Outros adversários testados e metodologia da pesquisa

Além de Flávio Bolsonaro, a Quaest testou outros possíveis adversários de Lula no segundo turno:

  • Ratinho Jr. (PSD): Lula tem 43% contra 35% do adversário.
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): Lula lidera com 42% contra 32%.
  • Romeu Zema (Novo): Lula aparece com 43% contra 32%.
  • Eduardo Leite (PSD): Lula tem 42% contra 28%.
  • Aldo Rebelo (Democracia Cristã): Lula alcança 44% contra 25%.
  • Renan Santos (Missão): Lula obtém 44% contra 25%.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

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