Pesquisa Quaest aponta empate técnico na avaliação do presidente Lula
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) revela um cenário de equilíbrio na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados desaprovam o trabalho do mandatário, enquanto 45% manifestam aprovação. Os números configuram um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Estabilidade na desaprovação e leve queda na aprovação
Os dados demonstram que o índice de desaprovação se mantém estável no patamar de 49% desde o último trimestre de 2024. Em contrapartida, a taxa de aprovação apresentou uma oscilação negativa, passando de 47% em janeiro para 45% na atual medição. O grupo dos que não souberam ou não responderam corresponde a 6% dos entrevistados.
Entre os segmentos analisados, destacam-se variações significativas:
- Entre os eleitores da região Nordeste, a aprovação caiu de 67% em janeiro para 61% em fevereiro.
- No grupo com ensino superior, a desaprovação aumentou de 54% para 62% no mesmo período.
- Entre a esquerda não lulista, a aprovação recuou de 86% para 82%, uma queda de quatro pontos percentuais.
Avaliação do governo e continuidade presidencial
A pesquisa também investigou a avaliação geral do governo, obtendo os seguintes resultados: 39% consideram negativo, 33% avaliam como positivo e 26% classificam como regular. Quando questionados se Lula merece continuar na presidência por mais quatro anos, 57% responderam negativamente, contra 39% que afirmaram sim.
Percepção sobre a economia brasileira
No aspecto econômico, 43% dos entrevistados acreditam que a situação piorou nos últimos doze meses, enquanto 24% avaliam que melhorou. Para os próximos doze meses, 43% esperam uma melhora, 29% antecipam piora e 24% projetam estabilidade.
Metodologia e contexto histórico
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com nível de confiança de 95%. Historicamente, a desaprovação atingiu picos mais elevados em 2025, chegando a 57% em maio daquele ano, enquanto em dezembro de 2024 a aprovação era de 52%.
Os números refletem um momento de polarização e avaliação criteriosa por parte da população brasileira, com indicadores que demandam atenção dos analistas políticos e da própria administração federal.



