Aliados de Flávio Bolsonaro apontam viagem como fator-chave para crescimento nas pesquisas
Segundo aliados de primeira hora do Partido Liberal (PL), a recente viagem de Flávio Bolsonaro ao exterior foi o principal motivo para a subida do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Flávio passou as últimas semanas fora do Brasil, em uma estratégia que, de acordo com seus apoiadores, evitou desgastes ao seu projeto pré-eleitoral.
Silêncio estratégico e complicações ao falar
Um general bolsonarista garantiu que, sem abrir a boca, Flávio Bolsonaro se apresenta como um candidato forte. No entanto, quando fala, o político já se complicou ao defender incondicionalmente — sem qualquer crítica — o legado do pai. Além disso, colheu desgastes ao anunciar que seu irmão, que está nos Estados Unidos desde o início do ano passado, será o chefe da diplomacia brasileira em um eventual governo bolsonarista.
Comparação com outros políticos e contexto eleitoral
Em tempo, outro político que saiu do país — diretamente para a Disney — e se deu bem nas pesquisas é Ratinho Junior. Ele é considerado o mais competitivo dos presidenciáveis de Gilberto Kassab. A análise dos aliados sugere que a ausência física de Flávio Bolsonaro do cenário político brasileiro pode ter contribuído para uma imagem mais positiva entre os eleitores, reduzindo exposições a polêmicas.
Essa estratégia de distanciamento temporário, conforme defendem os apoiadores, permitiu que Flávio Bolsonaro mantivesse um perfil discreto, enquanto suas ações no exterior, como a peregrinação ao Muro das Lamentações em Israel, foram vistas como gestos para atrair aliados e fortalecer sua base eleitoral. O debate sobre o impacto de viagens internacionais na carreira política continua a ganhar destaque no cenário eleitoral brasileiro.