Alerj vota projeto de lei para eleição indireta de governador no Rio de Janeiro
Os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) estão reunidos nesta quarta-feira, 12 de junho, para votar um projeto de lei complementar que define as regras para o chamado mandato-tampão de governador. Este processo envolve uma eleição indireta, na qual os próprios parlamentares escolherão um novo governador para ocupar o cargo até o final de 2026.
Contexto e cronograma da votação
A eleição indireta se torna necessária com a provável renúncia do atual governador, Claudio Castro, que planeja concorrer ao cargo de senador em abril. O presidente interino da Alerj, deputado Guilherme Delaroli (PL), confirmou ao RJ2 que incluiu o projeto na pauta de votações desta quarta-feira. Caso o projeto receba emendas dos deputados, ele será retirado da pauta, mas uma sessão extraordinária será convocada ainda hoje para concluir a votação.
Detalhes do projeto e polêmicas
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj aprovou um substitutivo ao projeto original, apresentado pelo deputado Luiz Paulo (PSD). O novo texto, de autoria do relator Rodrigo Amorim (União), estabelece que o voto entre os deputados será aberto. No entanto, o ponto mais polêmico é o prazo para desincompatibilização, ou seja, o tempo que os possíveis candidatos precisam estar fora de cargos no Executivo para concorrer. Enquanto a proposta original seguia o prazo de seis meses, comum em eleições convencionais, o substitutivo reduz esse prazo para apenas 24 horas.
Esta mudança tem gerado debates intensos entre os parlamentares, com críticas sobre a rapidez do processo e possíveis implicações para a transparência política. A votação é vista como um momento crucial para a estabilidade governamental no estado, especialmente com a iminente saída de Claudio Castro.
Impactos e próximos passos
Se aprovado, o projeto permitirá que a Alerj eleja um novo governador de forma ágil, evitando um vácuo de poder. Especialistas alertam, porém, que a redução do prazo de desincompatibilização pode levantar questões sobre ética e legalidade, exigindo um acompanhamento rigoroso da sociedade civil e dos órgãos de controle. O resultado da votação será decisivo para o futuro político do Rio de Janeiro nos próximos anos.



