Câmara de Bacabal vota projeto que proíbe pulverização aérea de agrotóxicos
Bacabal vota proibição de drones e aviões para agrotóxicos

Câmara de Bacabal vota projeto que proíbe pulverização aérea de agrotóxicos

A Câmara Municipal de Bacabal, no Maranhão, está prestes a votar um projeto de lei histórico que proíbe o uso de aviões e drones para pulverização de agrotóxicos no ar. A proposta, enviada pela Prefeitura de Bacabal, será analisada nesta quarta-feira (18), às 15h, durante sessão ordinária dos vereadores.

Multas e impactos na comunidade

Caso seja aprovado, o projeto estabelece uma multa inicial de R$ 50 mil para quem descumprir a medida, com possibilidade de aumento em caso de reincidência. A iniciativa surge após relatos alarmantes de moradores do povoado Pau D’Arco, onde uma família teve suas hortas, poços de água e animais atingidos por pulverização de agrotóxico realizada por drone.

Segundo os afetados, o incidente resultou na perda total de plantações da horta, essencial para a subsistência local. Além disso, os moradores relataram problemas de saúde, como irritações na pele e dificuldades respiratórias, após a exposição ao produto químico.

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Crescimento do uso de drones e riscos ambientais

O uso de drones para aplicação de agrotóxicos tem crescido rapidamente no Brasil, sendo visto como uma alternativa tecnológica à aviação agrícola tradicional, feita por aviões e helicópteros. No entanto, o caso de Bacabal expõe os riscos associados a essa prática, especialmente em áreas próximas a comunidades rurais.

Informações preliminares indicam que o produtor responsável pela pulverização pretendia eliminar ervas daninhas de uma área específica, mas o vento acabou levando o agrotóxico para a comunidade vizinha, que depende da agricultura familiar para o sustento. Este episódio destacou a necessidade de regulamentação mais rigorosa para proteger a saúde pública e o meio ambiente.

Debate e expectativas para a votação

A votação do projeto na Câmara de Vereadores de Bacabal é aguardada com expectativa por ambientalistas e moradores locais, que defendem a proibição como uma medida crucial para prevenir futuros incidentes. Por outro lado, setores do agronegócio podem apresentar argumentos sobre a eficiência dos drones na agricultura, embora a proposta busque equilibrar inovação tecnológica com segurança comunitária.

Se aprovada, a lei colocará Bacabal na vanguarda das cidades maranhenses na regulação do uso de agrotóxicos, servindo como exemplo para outras localidades que enfrentam desafios semelhantes. A decisão desta quarta-feira poderá definir um novo padrão de proteção ambiental e saúde na região.

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