O presidente da Rússia, Vladimir Putin, encerrou sua visita à China com muitas promessas de cooperação, mas não conseguiu convencer o presidente chinês, Xi Jinping, a construir um novo gasoduto entre os países. O encontro ocorreu em Pequim, apenas quatro dias após a visita de Donald Trump, e teve como objetivo mostrar a aliança entre Rússia e China em meio às tensões com os Estados Unidos.
Acordos firmados
Putin e Xi Jinping assinaram pelo menos 20 acordos de cooperação e prometeram mais 20 no futuro. No entanto, o principal ponto para Putin – o gasoduto ligando o Ártico à China – não foi concretizado. O Kremlin informou que os chineses vão discutir a ideia, mas sem prazos ou valores definidos.
Manifesto conjunto
Os dois presidentes também assinaram um manifesto de 47 páginas que, embora não mencionado diretamente, funciona como uma carta endereçada a Donald Trump. O documento critica a hegemonia dos EUA, condena sanções americanas à Rússia e tarifas à China, além de pedir diálogo sobre a Ucrânia e o fim imediato da guerra dos EUA no Irã. A Rússia reafirma sua oposição à independência de Taiwan e critica o plano americano do Domo de Ouro.
Relações bilaterais
Putin e Xi já se encontraram mais de 40 vezes. Durante a visita, Xi destacou a parceria baseada em igualdade e respeito mútuo, enquanto Putin classificou a relação como modelo para o mundo moderno. A China continuou comprando petróleo e gás da Rússia após a invasão da Ucrânia, abstendo-se em votações importantes da ONU que condenavam a guerra.
Apesar da demonstração de união, o documento soa mais russo do que chinês, refletindo que a China detém mais poder na relação. Enquanto Putin não obteve o gasoduto desejado, a China confirmou a compra de 200 aviões Boeing dos EUA – o maior anúncio econômico de Trump na semana anterior.



