Organizações pedem corredor humanitário no Estreito de Ormuz
Corredor humanitário no Estreito de Ormuz é pedido

Organizações internacionais pedem corredor humanitário no Estreito de Ormuz

Organizações humanitárias estão solicitando a criação urgente de um “corredor humanitário” no Estreito de Ormuz para liberar o fluxo de cargas de assistência em meio ao conflito no Oriente Médio. De acordo com o Comitê Internacional de Resgate (IRC), as interrupções no transporte já causaram a retenção de medicamentos e insumos em centros logísticos utilizados por agências internacionais.

O IRC informou que não conseguiu acessar aproximadamente US$ 130 mil em suprimentos armazenados em Dubai, que seriam destinados a atender cerca de 20 mil pessoas no Sudão. Bob Kitchen, vice-presidente para emergências do IRC, defendeu ao jornal britânico The Guardian “conversas sérias e imediatas sobre a criação de corredores humanitários pelo Estreito de Ormuz para que, no mínimo, possamos levar suprimentos que estão atualmente presos para centros humanitários ao longo do estreito”.

Racionamento de combustível afeta hospitais

Em países como Nigéria e Etiópia, o racionamento de combustível está comprometendo o funcionamento de unidades de saúde mantidas por ONGs. Kitchen alertou que, se a situação persistir, hospitais poderão ser forçados a desligar parte da eletricidade para priorizar setores essenciais. Cecile Terraz, diretora da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, afirmou ao The Guardian: “A realidade aqui é que é 100% certo que o aumento do preço do petróleo está afetando a vida das pessoas e também nossas operações”.

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A ONG Save the Children estima que cada aumento de US$ 5 no preço do barril de petróleo gera um custo adicional mensal de US$ 340 mil para a entidade.

Risco de fome para milhões

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) alertou que a interrupção nas cadeias de suprimento pode empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome, somando-se aos 318 milhões que já estavam em situação de insegurança alimentar antes do início da guerra, em 28 de fevereiro.

Nos países mais afetados por crises humanitárias, os efeitos já são visíveis. No Iêmen, o custo do transporte de mercadorias subiu até 20%, enquanto os preços dos alimentos aumentaram cerca de 30%. Na Somália, o custo de importação de medicamentos para tratar desnutrição aguda infantil triplicou desde o início do conflito, segundo Robyn Savage, diretora humanitária da organização Care.

A rota marítima do Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do comércio mundial de petróleo e gás em períodos de paz, foi fechada pelo Irã em meio à guerra com Israel e os Estados Unidos, cuja Marinha também impôs seu próprio bloqueio naval na região.

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