CIA se reúne com Cuba e EUA oferecem US$ 100 milhões em meio à crise energética
CIA e Cuba dialogam; EUA oferecem US$ 100 milhões

CIA e Cuba dialogam em meio à crise energética

O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com autoridades cubanas no Ministério do Interior, em Havana, após os Estados Unidos renovarem uma oferta de US$ 100 milhões (cerca de £74 milhões) em ajuda para amenizar os efeitos do bloqueio ao petróleo imposto à ilha. A reunião ocorre em um momento de grave escassez de combustível em Cuba, que tem causado apagões de até 22 horas por dia, paralisado hospitais e forçado o fechamento de escolas e repartições públicas.

Diálogo e condições

Um comunicado cubano afirmou que o encontro foi uma tentativa de melhorar o diálogo e que autoridades americanas foram informadas de que Havana não representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Um funcionário da CIA disse à CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, que os EUA estão "preparados para se engajar seriamente em questões econômicas e de segurança, mas apenas se Cuba fizer mudanças fundamentais".

Separadamente, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que, em vez de oferecer ajuda, as condições poderiam melhorar mais rapidamente se os EUA suspendessem o bloqueio. Também participaram da reunião Raúl Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro, o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e o chefe dos serviços de inteligência de Cuba, segundo o funcionário da CIA.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Cooperação em inteligência e segurança

Durante o encontro, o diretor Ratcliffe e autoridades cubanas discutiram cooperação em inteligência, estabilidade econômica e questões de segurança, tudo isso no contexto de que Cuba não pode mais ser um refúgio seguro para adversários no Hemisfério Ocidental. O comunicado cubano afirmou: "Ambos os lados também destacaram seu interesse em desenvolver cooperação bilateral entre as agências de aplicação da lei, em prol da segurança dos dois países, assim como da segurança regional e internacional".

Crise energética e protestos

A escassez de combustível, agravada pelo bloqueio americano ao petróleo destinado ao país, deixou hospitais incapazes de funcionar normalmente e forçou o fechamento de escolas e repartições públicas. O turismo, um dos motores econômicos de Cuba, também vem sendo afetado pela crise energética. Na quarta-feira, centenas de pessoas foram às ruas em Havana, bloqueando vias com lixo em chamas e gritando slogans contra o governo, na maior noite de manifestações desde o início da crise.

Oferta de ajuda e condições

O Departamento de Estado americano informou que renovava a oferta de "fornecer assistência generosa ao povo cubano", mas deixou claro que a ajuda teria de ser distribuída "em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes confiáveis", contornando o governo cubano. Em resposta, o chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que ainda não estava claro se a oferta seria em dinheiro ou em ajuda material, e que o governo cubano não rejeita ajuda estrangeira oferecida de boa-fé.

Pressão adicional dos EUA

A CBS News informou que o governo americano prepara uma possível acusação formal contra o ex-presidente Raúl Castro e seu irmão Fidel, relacionada à derrubada de aviões há 30 anos. A possível denúncia diz respeito ao abatimento, em 1996, de um avião operado pelo grupo humanitário Brothers to the Rescue sobre águas internacionais. O caso é mais um exemplo de como os Estados Unidos continuam pressionando o governo cubano.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar