O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi identificado como produtor-executivo do filme "Dark Horse", que narra a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção recebeu recursos financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos alvos de investigação policial. As informações foram divulgadas pelo site Intercept Brasil.
Contrato e valores envolvidos
De acordo com o Intercept Brasil, o contrato foi assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024. O documento também lista o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como coprodutor-executivo. A empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, é a produtora do longa-metragem. Pelo contrato, cabia aos produtores-executivos atuar em atividades estratégicas de financiamento, incluindo a preparação de documentos para investidores e a identificação de recursos como créditos fiscais, incentivos, colocação de produtos e patrocínio. O banqueiro Daniel Vorcaro, um dos investigados, teria desembolsado R$ 61 milhões para o projeto.
Flávio Bolsonaro pressiona por pagamentos
Na quarta-feira, 13 de maio, o Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou dinheiro a Vorcaro para financiar o filme. Áudios obtidos pelo site mostram o filho mais velho de Jair Bolsonaro pressionando pelos pagamentos. A reportagem indica que o banqueiro chegou a desembolsar o montante de R$ 61 milhões.
Investigação da Polícia Federal
Uma das linhas da investigação, conforme o blog da jornalista Andreia Sadi, busca esclarecer se o dinheiro foi de fato destinado à produção cinematográfica ou se o filme serviu como justificativa para desviar recursos que bancariam despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O deputado cassado vive nos EUA desde fevereiro de 2025 e não retornou ao Brasil desde então. Na quinta-feira, 14 de maio, Eduardo afirmou em publicação nas redes sociais que seu status migratório nos EUA o impediria de receber dinheiro de um fundo de investimento ligado a Vorcaro.



