Fux pede opinião da PGR sobre novo habeas corpus de Robinho
Fux ouve PGR sobre habeas corpus de Robinho

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, determinou nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, que o caso do novo habeas corpus impetrado pela defesa do ex-jogador Robinho seja enviado para análise do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. A medida acontece antes que o magistrado tome uma decisão sobre o terceiro pedido da defesa para reverter a prisão do ex-atleta.

Histórico do caso

Robson de Souza, mais conhecido como Robinho, cumpre pena de nove anos em regime fechado desde março do ano passado. A condenação foi aplicada por sua participação no estupro coletivo de uma mulher albanesa ocorrido em uma boate na Itália. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a pena italiana, permitindo que o ex-jogador cumprisse a sentença no Brasil.

A defesa do ex-atleta já havia impetrado dois habeas corpus anteriores questionando a decisão, mas não obteve sucesso em reverter a situação. Ambos os processos tramitaram no gabinete do ministro Fux, que atua como relator por prevenção nos casos envolvendo Robinho.

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Nova estratégia da defesa

Nesta terceira ação judicial, os advogados de Robinho adotaram uma estratégia diferente. Eles pedem ao STF que retire o "rótulo" de crime hediondo da condenação do ex-jogador. Essa mudança seria fundamental para facilitar a progressão de regime de pena.

Enquanto em crimes comuns o direito à progressão pode ser pleiteado após o cumprimento de um quinto da pena, nos crimes hediondos esse benefício só é possível após dois quintos do tempo determinado. O estupro está expressamente previsto na lei que regulamenta os crimes hediondos no país.

Possível liberdade antes do Natal

Se o novo pedido da defesa for aceito, Robinho poderá sair para o regime semiaberto nas próximas semanas. O cálculo é baseado no fato de que ele completará, no próximo dia 21, um ano e oito meses de prisão. A progressão de regime poderá ser concedida a partir de um ano e nove meses - período que coincide com os dias que antecedem o Natal.

No regime semiaberto, o ex-jogador teria direito a quatro saídas temporárias durante o ano e poderia retornar ao trabalho. A defesa protocolou a nova ação no último dia 5 de novembro, com um pedido de urgência para análise do ministro Fux.

O ministro ainda não analisou o pedido de liminar, o que deve acontecer somente após o retorno do caso da Procuradoria-Geral da República. A decisão desta quarta-feira não estabeleceu um prazo específico para a manifestação de Paulo Gonet.

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