TRE-RJ define sucessor de Bacellar, mas incertezas persistem no cenário político fluminense
TRE-RJ define sucessor de Bacellar, mas incertezas persistem

TRE-RJ define sucessor de Bacellar, mas incertezas persistem no cenário político fluminense

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) concluiu nesta terça-feira, 31 de março de 2026, a retotalização dos votos para definir quem assumirá o mandato de Rodrigo Bacellar (União), deputado cassado e preso, na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Esta decisão desata um primeiro nó na complexa sucessão política que se arrasta no Rio, porém diversas outras variáveis continuam em aberto, embaralhando o xadrez político estadual.

O processo de retotalização e suas implicações

A Justiça Eleitoral determinou que a Alerj deveria aguardar a posse do novo deputado antes de proceder com a eleição para a presidência da Casa Legislativa. Uma votação anterior, que elegeu Douglas Ruas para o cargo, foi anulada por não observar o trâmite legal correto. Bacellar, embora afastado, ocupava formalmente a presidência da Alerj até sua cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no mesmo julgamento que declarou Cláudio Castro inelegível.

Com a cassação, o mandato será transferido para outro candidato da coligação, forçando a Assembleia a escolher um novo presidente. O deputado Guilherme Delaroli (PL), que comanda interinamente a Alerj, foi aconselhado a ter cautela e a respeitar os prazos da Justiça, após convocar uma eleição-relâmpago que posteriormente foi anulada judicialmente.

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As incertezas que permanecem no horizonte político

Apesar do avanço representado pela retotalização, várias questões críticas ainda aguardam definição, influenciando diretamente os cálculos dos partidos e grupos políticos no estado.

Uma delas diz respeito ao formato da votação para a presidência da Assembleia Legislativa. O PDT ingressou com um pedido no Tribunal de Justiça solicitando que os votos sejam realizados de forma secreta, com o objetivo declarado de evitar pressões políticas e assegurar maior liberdade aos parlamentares na hora da escolha.

Outra dúvida significativa envolve a linha sucessória do governo do estado. Há questionamentos sobre se o futuro presidente da Alerj poderá assumir interinamente o Palácio Guanabara – a sede do governo fluminense – até a realização das eleições-tampão destinadas a escolher um nome para concluir o mandato de Cláudio Castro.

No momento, uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, no comando do Executivo estadual até nova ordem judicial.

A indefinição sobre a eleição-tampão

O cenário de incerteza se estende também à própria eleição-tampão. O STF está prestes a decidir, na próxima semana, a natureza desse pleito. A corte definirá se a escolha do novo governador será realizada de forma direta, através do voto popular, ou de maneira indireta, por meio de votação na Assembleia Legislativa.

Esta decisão terá profundas repercussões na dinâmica política estadual, podendo alterar estratégias partidárias e alianças em curso. Enquanto essas definições não são tomadas, o cenário político do Rio de Janeiro permanece em um estado de suspensão e expectativa, com agentes políticos aguardando os próximos movimentos da Justiça para realinhar suas táticas.

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