Temer critica 'troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí' após desfile eleitoral de Lula
O ex-presidente Michel Temer reagiu nesta segunda-feira ao desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí, que promoveu um enredo eleitoral em favor do presidente Lula, pré-candidato à reeleição. Retratado no desfile, Temer lamentou o que chamou de "ilusionismo" praticado pelo governo atual e o desmonte da economia brasileira.
Defesa da liberdade artística com críticas à política econômica
Em suas declarações, Temer afirmou: "A sátira política é parte da tradição do carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida". No entanto, o ex-mandatário destacou que o problema surge quando práticas similares são adotadas na Esplanada dos Ministérios.
Temer criticou especificamente o que considera ser a promoção da irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente pelo governo Lula. "É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado", declarou o ex-presidente, em referência às políticas econômicas de sua gestão.
Preocupação com conquistas perdidas e reformas desfeitas
O ex-presidente expressou preocupação com o que chamou de negação de conquistas importantes alcançadas durante seu governo. Ele mencionou especificamente as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência, que considera estar sendo desmontadas pela atual administração.
"O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas", afirmou Temer, reforçando sua crítica à direção econômica do país.
Contexto do desfile e reações políticas
O desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí trouxe um enredo claramente político, com elementos que favoreciam a candidatura de Lula à reeleição. Esta não é a primeira vez que o carnaval carioca serve como palco para manifestações políticas, mas a reação de Temer destaca as tensões atuais no cenário político brasileiro.
A crítica do ex-presidente vai além do evento carnavalesco, refletindo divergências profundas sobre o rumo da economia e das políticas públicas no Brasil. Suas declarações ocorrem em um momento de preparação para as próximas eleições, quando discursos políticos tendem a se intensificar.