Trump ameaça tomar Irã 'em uma noite' e chama iranianos de 'animais'
Trump ameaça tomar Irã e chama iranianos de 'animais'

Trump ameaça tomar Irã 'em uma noite' e chama iranianos de 'animais'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações explosivas nesta segunda-feira (6 de abril de 2026) durante evento de Páscoa na Casa Branca, afirmando que os Estados Unidos poderiam tomar "o Irã inteiro em apenas uma noite". As ameaças ocorrem em meio à crescente tensão no conflito entre os dois países, com um prazo crucial estabelecido para terça-feira (7).

Declarações polêmicas e acusações de crime de guerra

Durante conversa com repórteres, Trump foi questionado se estaria cometendo um crime de guerra ao atacar estruturas civis iranianas. Sua resposta foi direta: "Não, porque eles são animais". O presidente norte-americano ainda afirmou não estar preocupado com alertas sobre alvejar infraestrutura civil no Irã, reforçando postagem feita no domingo (5) em redes sociais onde ameaçou atacar alvos civis caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto totalmente até terça-feira.

As normas do direito internacional que regem conflitos armados proíbem explicitamente ataques a alvos civis, estabelecendo que tais ações podem constituir crimes de guerra passíveis de julgamento por tribunais internacionais. O governo iraniano já expressou preocupação formal sobre essas possíveis violações, segundo agências de notícias do país.

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Prazo final e rejeição de cessar-fogo

Trump confirmou que o novo "prazo final" para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz é nesta terça-feira (7), como havia indicado anteriormente. O estreito foi fechado pelo Irã após o país ser atacado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, criando uma crise significativa no comércio marítimo global.

O presidente norte-americano também rejeitou formalmente a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, afirmando que o texto "foi um ato significativo por parte do Irã, mas ainda não bom o suficiente". Curiosamente, o Irã também rejeitou a mesma proposta, alegando preferir um acordo para um fim definitivo da guerra em vez de apenas uma trégua temporária.

Ambiguidades e ameaças adicionais

Em declarações contraditórias, Trump primeiro afirmou acreditar que o governo iraniano está negociando "de boa fé", mas logo em seguida disse estar "muito chateado" com o país e que o Irã vai "pagar um grande preço por isso". O presidente ainda deu detalhes sobre o resgate de pilotos cujo caça F-15E havia sido abatido em espaço aéreo iraniano, demonstrando a continuidade das operações militares na região.

Questionado sobre possíveis ações futuras, Trump afirmou que "se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã", mas reconheceu que cidadãos norte-americanos querem que a guerra termine. Sua postura agressiva foi reforçada por declarações do dia anterior, quando usou palavrões ao se referir ao Irã e chamou o governo persa de "bastardos malucos".

Contexto do conflito e troca de ataques

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã tem se intensificado nas últimas semanas, com ambos os lados trocando ataques regularmente. A situação no Estreito de Ormuz é particularmente crítica, pois esta via marítima é responsável por aproximadamente um quinto do petróleo transportado por mar no mundo todo.

Enquanto Trump insiste que "poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho", a comunidade internacional observa com preocupação as declarações cada vez mais inflamatórias do líder norte-americano e o risco de escalada do conflito para proporções ainda mais perigosas.

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