O governo russo emitiu uma forte condenação neste sábado (3) à ação militar realizada pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que não existia justificativa para o ataque e acusou Washington de permitir que a "hostilidade ideológica" prevalecesse sobre a diplomacia.
Condenação russa e relato do ataque
"Na manhã de hoje, os Estados Unidos cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso é profundamente preocupante e condenável", declarou a chancelaria russa. A reação de Moscou veio após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa foram capturados como resultado da operação.
As autoridades venezuelanas já haviam relatado anteriormente que o país sofrera uma "agressão militar" por parte dos Estados Unidos. Segundo os relatos, múltiplas explosões atingiram a capital, Caracas, e outras regiões do território nacional durante a madrugada.
Estado de emergência e repercussão
Diante da gravidade da situação, o governo venezuelano decretou estado de emergência em todo o país. A medida busca coordenar a resposta às ações militares e aos ataques que abalaram a nação sul-americana.
A captura de Maduro, conforme anunciada por Trump, teria sido executada por uma 'tropa de elite' do exército norte-americano. Este desenvolvimento marca um ponto crítico nas tensões prolongadas entre Washington e o governo de Caracas, elevando o conflito para um nível militar aberto.
Um cenário de crise internacional
A postura firme da Rússia, aliada tradicional da Venezuela, coloca mais uma camada de complexidade no cenário geopolítico. A acusação de que os EUA priorizaram a hostilidade ideológica em detrimento das vias diplomáticas reflete a profunda divisão entre as potências sobre a crise venezuelana.
O desenrolar dos eventos neste sábado transformou uma longa crise política e econômica em um conflito armado de proporções internacionais, com consequências ainda imprevisíveis para a estabilidade regional e para as relações entre grandes potências.