EUA enviam porta-aviões USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio em crise com Irã
Porta-aviões dos EUA vai ao Oriente Médio em meio a tensões

O Pentágono ordenou o deslocamento do porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln e seu grupo de combate para o Oriente Médio, em um movimento que intensifica o já grave cenário de confronto entre os Estados Unidos e o Irã. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, conforme revelado pela emissora americana NewsNation.

Movimentação Militar em Meio a Protestos Históricos

A mobilização da força naval ocorre no contexto dos maiores protestos anti-governo no Irã desde a Revolução de 1979. As manifestações, que começaram em 28 de dezembro, foram deflagradas pela crise econômica e pela desvalorização da moeda local, o rial. Mais de 3.400 pessoas morreram na repressão conduzida pelo regime, segundo a ONG Iran Human Rights, e estima-se que entre 10 e 15 mil manifestantes foram presos.

O governo iraniano também impôs um bloqueio nacional da internet, há quase uma semana, dificultando o fluxo de informações para o exterior. A repressão violenta desencadeou ameaças de intervenção do presidente americano, Donald Trump, que chegou a afirmar que "o massacre está cessando", sugerindo uma ação militar.

Detalhes da Operação e Reações Imediatas

O grupo de ataque, originalmente posicionado no disputado Mar do Sul da China, deve levar aproximadamente uma semana para chegar à área de responsabilidade do Comando Central dos EUA (CENTCOM). A informação foi divulgada pela jornalista Kellie Meyer, correspondente da Casa Branca pela NewsNation, em sua conta no X (antigo Twitter).

Além do poderoso porta-aviões, a frota inclui diversas embarcações de apoio e um submarino de ataque. Em resposta direta à movimentação americana, o Irã ameaçou atacar bases dos EUA na região caso sofra qualquer ofensiva. Como sinal da ruptura, todas as comunicações diretas entre os dois países foram cortadas na quarta-feira, 14 de janeiro.

Alerta Máximo para Cidadãos Americanos

O clima de tensão levou a embaixada dos Estados Unidos em Doha, no Catar, a emitir um alerta de segurança. O comunicado, divulgado nesta quinta-feira, orienta funcionários governamentais a "redobrarem a cautela" e a limitarem viagens não essenciais à Base Aérea de Al Udeid, que abriga o maior contingente militar americano no Oriente Médio. A recomendação se estende a todos os cidadãos americanos no país.

Apesar de Trump ter suavizado publicamente o tom de suas ameaças na quarta-feira, fontes da Casa Branca ouvidas pelo The Wall Street Journal indicam que, internamente, um ataque militar é considerado "mais provável do que improvável". A sombra de uma intervenção direta ordenada por Trump paira sobre a região, enquanto Teerã se mantém firme em sua promessa de retaliação.

Um Cenário de Conflito Iminente

A chegada do USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio coloca a região em estado de alerta máximo. A crise é multifacetada, envolvendo:

  • Instabilidade interna iraniana: Protestos massivos desafiam o regime do aiatolá Ali Khamenei.
  • Confronto geopolítico: A retórica belicista entre Washington e Teerã atinge um novo patamar.
  • Movimentação de hardware militar: O deslocamento de um grupo de porta-aviões é um sinal de força inconfundível.

O mundo acompanha com apreensão os próximos passos. A janela para uma solução diplomática parece estreita, enquanto os preparativos militares seguem seu curso, aumentando o risco de um conflito aberto de proporções imprevisíveis no coração do Oriente Médio.